Do abraço,
se fez um rumo
de um ninho: só pode ser um caminho.
Sem volta?
Não. Sem saída.
Me peguei dando voltas.
Em volta, era um abraço.
Meu passo.
Teu laço.
É a saudade.
é você de volta.
e eu? Perdi o rumo.
Meu prumo? É você.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
Mil Nomes
Era uma vez um cavalo e um monte de cavalos iguais a ele. Mas o que
vamos descobrir agora é que ele não é bem igual aos outros. Esse cavalo
não tem nome. Ele é o cavalo de vários nomes. Todo dia chega uma
criancinha nova e dá um nome a esse cavalo.
Ele é um cavalinho de um carrossel. E ele não é bem igual aos outros
do mesmo carrossel. O cavalo de mil nomes tem um sonho. Ele quer levar
suas crianças pra muito mais longe dali. Até onde nem seus pais possam
enxergar, mas mesmo assim nem pensem em ficar preocupados. Eles
confiam nos cavalos de Mil Nomes. E as crianças confiam ainda mais. Elas
contam segredos que nem contam
para seus amigos. Elas fazem carinho na sua cabeça, como se ele fosse um
cavalo qualquer por aí, fofinho. Cheio de brilho. Mas o que elas não
sabem, é que o brilho mesmo dele vem de um lustra móveis. Bem, mas isso
é apenas um detalhe.
O importante agora é que cavalo de Mil nomes recebe nomes engraçados.
Ele já foi chamado de melancia, de corcel (que honra), de espadinha. E
acredite, hoje, um menininho triste o chamou de amigo. Simplesmente
amigo.
Foi ali que Mil nomes quis sair do seu simples carrossel. Ele quis voar.
Como pode? Um cavalo preso a outros cavalos. A mil charretes. Voar?
De tanto brincar com criancinhas, Mil nomes criou lugares imaginários. Na
idade dele, porque mil nomes já tem 40 anos, não é muito comum criar
amigos imaginários. Mas lugares, sim.
Mil nomes já quis ir pra Grécia. Já quis brincar com cangurus na Austrália.
De tanto carregar crianças, eles às vezes sonha que é um canguru.
Ele já quis fazer parte daqueles filmes de faroeste. Já sonhou em ser
um desses cavalos por aí, valentes. Desses do filme que o moço que toma
conta de carrosssel assiste antes de ir pra casa. Nesses momentos em que
eles está sozinho. Sem crianças, sem alegria, sem pirulitos.
ah. Mil nomes tem um segredo. Quando as crianças estão longe, os adultos
viram crianças. eles sobem em Mil nomes escondido - é nessas horas ele
fica morrendo
de dor nas costas - e começam a brincar.
É por isso que Mil Nomes é um cavalinho feliz. Não só por que ele é
amigo.
Ele é feliz porque não é só ele que tem sonhos. Naquele carrossel, todo
mundo aprende com uma criança. O mundo vai girando, e lá está Mil
nomes indo de cima pra baixo, de
baixo pra cima. Mil nomes fica triste quando se despede das crianças. Mas
faz parte do
trabalho, né? Hoje ele ficou feliz de novo.
Aquele menininho, que o chama de amigo, disse que sentiu a falta do
cavalinho. Disse que ontem, Mil nomes levou ele pra passear, pra bem longe dali.
É isso que deixa Mil nomes verdadeiramente feliz.Ele tem mil nomes.Já conheceu vários lugares. Já foi pra bem longe.
Tudo isso, só rodando e indo de cima pra baixo, de baixo pra cima. Tudo isso no mesmo lugar. E acredite. Ainda assim, ele é capaz de sentir saudades.
vamos descobrir agora é que ele não é bem igual aos outros. Esse cavalo
não tem nome. Ele é o cavalo de vários nomes. Todo dia chega uma
criancinha nova e dá um nome a esse cavalo.
Ele é um cavalinho de um carrossel. E ele não é bem igual aos outros
do mesmo carrossel. O cavalo de mil nomes tem um sonho. Ele quer levar
suas crianças pra muito mais longe dali. Até onde nem seus pais possam
enxergar, mas mesmo assim nem pensem em ficar preocupados. Eles
confiam nos cavalos de Mil Nomes. E as crianças confiam ainda mais. Elas
contam segredos que nem contam
para seus amigos. Elas fazem carinho na sua cabeça, como se ele fosse um
cavalo qualquer por aí, fofinho. Cheio de brilho. Mas o que elas não
sabem, é que o brilho mesmo dele vem de um lustra móveis. Bem, mas isso
é apenas um detalhe.
O importante agora é que cavalo de Mil nomes recebe nomes engraçados.
Ele já foi chamado de melancia, de corcel (que honra), de espadinha. E
acredite, hoje, um menininho triste o chamou de amigo. Simplesmente
amigo.
Foi ali que Mil nomes quis sair do seu simples carrossel. Ele quis voar.
Como pode? Um cavalo preso a outros cavalos. A mil charretes. Voar?
De tanto brincar com criancinhas, Mil nomes criou lugares imaginários. Na
idade dele, porque mil nomes já tem 40 anos, não é muito comum criar
amigos imaginários. Mas lugares, sim.
Mil nomes já quis ir pra Grécia. Já quis brincar com cangurus na Austrália.
De tanto carregar crianças, eles às vezes sonha que é um canguru.
Ele já quis fazer parte daqueles filmes de faroeste. Já sonhou em ser
um desses cavalos por aí, valentes. Desses do filme que o moço que toma
conta de carrosssel assiste antes de ir pra casa. Nesses momentos em que
eles está sozinho. Sem crianças, sem alegria, sem pirulitos.
ah. Mil nomes tem um segredo. Quando as crianças estão longe, os adultos
viram crianças. eles sobem em Mil nomes escondido - é nessas horas ele
fica morrendo
de dor nas costas - e começam a brincar.
É por isso que Mil Nomes é um cavalinho feliz. Não só por que ele é
amigo.
Ele é feliz porque não é só ele que tem sonhos. Naquele carrossel, todo
mundo aprende com uma criança. O mundo vai girando, e lá está Mil
nomes indo de cima pra baixo, de
baixo pra cima. Mil nomes fica triste quando se despede das crianças. Mas
faz parte do
trabalho, né? Hoje ele ficou feliz de novo.
Aquele menininho, que o chama de amigo, disse que sentiu a falta do
cavalinho. Disse que ontem, Mil nomes levou ele pra passear, pra bem longe dali.
É isso que deixa Mil nomes verdadeiramente feliz.Ele tem mil nomes.Já conheceu vários lugares. Já foi pra bem longe.
Tudo isso, só rodando e indo de cima pra baixo, de baixo pra cima. Tudo isso no mesmo lugar. E acredite. Ainda assim, ele é capaz de sentir saudades.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Viva o vazio
Um copo vazio nunca está totalmente vazio. Ele está cheio de ar. O ar que não quer sair do pulmão. Que sufoca por dentro. Que ensaia uma tentativa de liberdade. Mas na verdade, ele só vai e volta.
É como um balão de aniversário, mas sem festa.
Alguns convidados chegaram, mas encontraram o salão vazio. Podia ser pior.
Podia ser o aniversariante chegando e encontrando ninguém para sua festa.
Sem festa, sem presente.
Só o ar.
Ar rarefeito.
É esse ar que provoca um efeito tão grande na sua vida e nenhum efeito no mundo.
Não mexe nem uma folhinha de uma árvore.
É verão e as árvores continuam secas: ta aí um bom cartão postal para a desesperança.
E adivinha quem vai receber? Ninguém.
Porque nesse lugar, nessa cidade sem nome, cidade de ar preso. Cidade sem efeito. Não existe correio.
Não existe janela.
Existe uma fresta. Deveria ser o coração.
Esse, sim, poderia dar algum alívio. Podia ser leve.
Mas leve, como? Nesse ar denso?
Olha ele aí flutuando. Flutuando como se estivesse imerso em algum copo d’água.
Mas não esqueça: o copo está vazio.
Está cheio de vento. Vento frio que acaba de entrar por sua janela.
Pela fresta. Pelo coração.
Ainda bem que ele bate.
E se ele bater mais forte, você vai flutuar.
Prazer, felicidade.
É como um balão de aniversário, mas sem festa.
Alguns convidados chegaram, mas encontraram o salão vazio. Podia ser pior.
Podia ser o aniversariante chegando e encontrando ninguém para sua festa.
Sem festa, sem presente.
Só o ar.
Ar rarefeito.
É esse ar que provoca um efeito tão grande na sua vida e nenhum efeito no mundo.
Não mexe nem uma folhinha de uma árvore.
É verão e as árvores continuam secas: ta aí um bom cartão postal para a desesperança.
E adivinha quem vai receber? Ninguém.
Porque nesse lugar, nessa cidade sem nome, cidade de ar preso. Cidade sem efeito. Não existe correio.
Não existe janela.
Existe uma fresta. Deveria ser o coração.
Esse, sim, poderia dar algum alívio. Podia ser leve.
Mas leve, como? Nesse ar denso?
Olha ele aí flutuando. Flutuando como se estivesse imerso em algum copo d’água.
Mas não esqueça: o copo está vazio.
Está cheio de vento. Vento frio que acaba de entrar por sua janela.
Pela fresta. Pelo coração.
Ainda bem que ele bate.
E se ele bater mais forte, você vai flutuar.
Prazer, felicidade.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
sexta-feira, 13 de maio de 2011
São Paulo
São paulo é frio na alma e cócegas na barriga. É a beleza que se descobre aos poucos. Beleza por beleza é paisagem. E digamos que se São Paulo fosse um cartão postal, seriam as letras ensaiadas que você escreveria para mandar para alguém. Ensaiadas, porque imersos no computador em solitárias noites de frio, ninguém sabe mais escrever no papel.
Incrível, mas em São Paulo dá para escrever mais no papel. Em São Paulo, você descobre. Aprende, inclusive a se descobrir sozinho. Algumas vezes, não mais se reconhece. Onde foi que ficou aquela mania de reclamar dos mínimos defeitos das pessoas? Você dá valor aos poucos instantes que passa com elas. E a mania de achar que o mundo para enquanto você conserta um coração que partiu?
Não dá. A cidade vai girando. E você vai junto. Leva uma porrada e sai andando com ela. E o pior: sai andando sem saber o que vai acontecer. Tentativa-erro. As vezes até arrisca um cachecol de lã em um sol quente. E nem sempre você acerta.
O sol também pode ser frio.
E na pressa, você tem medo de esbarrar em si mesmo. Medo de lembrar do passado, das coisas que ficaram. Medo que elas voltem a assombrar você, justo quando você está sozinho. Mas calma. Para por ai.
Dá para descobrir beleza onde não tem. Dá para se esconder quando quer e até quando não quer. Dá para passar despercebido quando quer chamar atenção.
Dá para sentir amor platônico mesmo quando o fogo queima. E queima.
Dá para dividir solidão com outra pessoa. Talvez seja um dos únicos lugares do mapa para fazer isso. Os melhores.
E solidão dividida por dois pode virar amor. Amor que se inventa para preencher madrugadas sem sono.
Ninguém fala em São Paulo. Ninguem tem tempo. Você é superficial com a maioria das pessoas e mais intenso com você.
Em São Paulo, descobrem-se sentimentos. Descobre-se o outro.
Em São Paulo, o tempo também pode parar como em uma praia no meio do nada.
A graça de São Paulo é fazer praia dentro de você, quando lá fora é cinza.
Um dia você descobre: o cinza por aqui pode ser só uma cortina.
( Setembro de 2010, em São Paulo)
Incrível, mas em São Paulo dá para escrever mais no papel. Em São Paulo, você descobre. Aprende, inclusive a se descobrir sozinho. Algumas vezes, não mais se reconhece. Onde foi que ficou aquela mania de reclamar dos mínimos defeitos das pessoas? Você dá valor aos poucos instantes que passa com elas. E a mania de achar que o mundo para enquanto você conserta um coração que partiu?
Não dá. A cidade vai girando. E você vai junto. Leva uma porrada e sai andando com ela. E o pior: sai andando sem saber o que vai acontecer. Tentativa-erro. As vezes até arrisca um cachecol de lã em um sol quente. E nem sempre você acerta.
O sol também pode ser frio.
E na pressa, você tem medo de esbarrar em si mesmo. Medo de lembrar do passado, das coisas que ficaram. Medo que elas voltem a assombrar você, justo quando você está sozinho. Mas calma. Para por ai.
Dá para descobrir beleza onde não tem. Dá para se esconder quando quer e até quando não quer. Dá para passar despercebido quando quer chamar atenção.
Dá para sentir amor platônico mesmo quando o fogo queima. E queima.
Dá para dividir solidão com outra pessoa. Talvez seja um dos únicos lugares do mapa para fazer isso. Os melhores.
E solidão dividida por dois pode virar amor. Amor que se inventa para preencher madrugadas sem sono.
Ninguém fala em São Paulo. Ninguem tem tempo. Você é superficial com a maioria das pessoas e mais intenso com você.
Em São Paulo, descobrem-se sentimentos. Descobre-se o outro.
Em São Paulo, o tempo também pode parar como em uma praia no meio do nada.
A graça de São Paulo é fazer praia dentro de você, quando lá fora é cinza.
Um dia você descobre: o cinza por aqui pode ser só uma cortina.
( Setembro de 2010, em São Paulo)
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Desesperança.
ou
Registro de uma manhã fria.
São 11:00h. E o mundo ainda não amanheceu.
Como assim? Ninguém explicaria isso.
Mas ainda é noite. E o que é pior: noite de Domingo.
Essas frentes frias sempre trazem surpresas. Frio na alma e coração nublado são as mais visíveis dela.
Há esperança pro futuro? Talvez.
O perigo é só o coração se acostumar com a fofura das nuvens. Não é exagero.
Mas tem tristeza que tem preguiça de virar alegria.
Sabe aquele dia que amanhece friozinho, e por isso, te dá o direito de tomar um balde de chocolate quente?
É esse o atrativo da tristeza. Ela chega e não vem sozinha. Traz cobertor, carinho, escuro, e um monte de jujuba colorida que tenta te persuadir a não sair do seu cantinho.
O nome desse cantinho é bolha. De vez em quando, vem algum incoveniente querendo estourar a bolha, brincando logo de quê? Bolhinha de sabão.
Ainda bem que essa super bolha tem 5 camadas de proteção e nenhuma delas se chama sorriso.
E a desesperança continua insistindo que hoje não amanhece de jeito nenhum.
Não é hoje que vou ver um céu azul. Não é hoje que o coração vai ficar leve.
E pra quê coração leve? Vai voar?
Até poderia. Mas só se fosse pra um lugar longe. O que acha de um lugar onde já amanheceu?
Tem até passarinho cantando e um coracão com poucas nuvens.
Talvez. Mas acho que hoje eu levaria chuva pra esse lugar.
E lá vem a tristeza de novo. Dessa vez ela trouxe um guarda-chuva. Colorido que nem jujuba.
Cheio de desesperança.
Registro de uma manhã fria.
São 11:00h. E o mundo ainda não amanheceu.
Como assim? Ninguém explicaria isso.
Mas ainda é noite. E o que é pior: noite de Domingo.
Essas frentes frias sempre trazem surpresas. Frio na alma e coração nublado são as mais visíveis dela.
Há esperança pro futuro? Talvez.
O perigo é só o coração se acostumar com a fofura das nuvens. Não é exagero.
Mas tem tristeza que tem preguiça de virar alegria.
Sabe aquele dia que amanhece friozinho, e por isso, te dá o direito de tomar um balde de chocolate quente?
É esse o atrativo da tristeza. Ela chega e não vem sozinha. Traz cobertor, carinho, escuro, e um monte de jujuba colorida que tenta te persuadir a não sair do seu cantinho.
O nome desse cantinho é bolha. De vez em quando, vem algum incoveniente querendo estourar a bolha, brincando logo de quê? Bolhinha de sabão.
Ainda bem que essa super bolha tem 5 camadas de proteção e nenhuma delas se chama sorriso.
E a desesperança continua insistindo que hoje não amanhece de jeito nenhum.
Não é hoje que vou ver um céu azul. Não é hoje que o coração vai ficar leve.
E pra quê coração leve? Vai voar?
Até poderia. Mas só se fosse pra um lugar longe. O que acha de um lugar onde já amanheceu?
Tem até passarinho cantando e um coracão com poucas nuvens.
Talvez. Mas acho que hoje eu levaria chuva pra esse lugar.
E lá vem a tristeza de novo. Dessa vez ela trouxe um guarda-chuva. Colorido que nem jujuba.
Cheio de desesperança.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Talvez
Pode ser sim. Pode ser não.
Pode ser noite. Pode ser dia.
Pode ser abraço.
Pode ser saudade.
Talvez seja você.
Pode ser noite. Pode ser dia.
Pode ser abraço.
Pode ser saudade.
Talvez seja você.
Nunca
O teu nunca sempre foi um motivo a mais
Uma risada a mais.
Um pouco de esperança.
O teu nunca sempre foi um pouco do meu nada.
Um martírio. Uma dança.
O teu nunca sempre foi um espere um pouco mais.
Foi meia hora de silêncio, quando eu só queria um minuto.
Sempre foi um sorriso de ternura quando podia chover.
O teu nunca sempre foi fim de tarde.
Calçada vazia e céu vermelho.
E para fazer um contraste não tão belo.
Foi meu sorriso amarelo.
O teu nunca sempre foi a hora devagar.
Sem pressa.
O instante em que meu sorriso se perdeu no teu coracão.
O teu nunca sempre foi meu elo.
O teu nunca também é sempre.
É sempre um carinho desengonçado.
Uma cosquinha que se faz no céu.
Uma nuvem branca, um papel amarelado.
O teu nunca é meu.
Pra sempre.
Uma risada a mais.
Um pouco de esperança.
O teu nunca sempre foi um pouco do meu nada.
Um martírio. Uma dança.
O teu nunca sempre foi um espere um pouco mais.
Foi meia hora de silêncio, quando eu só queria um minuto.
Sempre foi um sorriso de ternura quando podia chover.
O teu nunca sempre foi fim de tarde.
Calçada vazia e céu vermelho.
E para fazer um contraste não tão belo.
Foi meu sorriso amarelo.
O teu nunca sempre foi a hora devagar.
Sem pressa.
O instante em que meu sorriso se perdeu no teu coracão.
O teu nunca sempre foi meu elo.
O teu nunca também é sempre.
É sempre um carinho desengonçado.
Uma cosquinha que se faz no céu.
Uma nuvem branca, um papel amarelado.
O teu nunca é meu.
Pra sempre.
sábado, 26 de março de 2011
A sorte foi lançada
Anamaria pegou o
buquê de casamento mais disputado da cidade.Casamento chique aquele.
Com direito a Castelo medieval, o melhor padre da região, e até pratos que eram escolhidos pela
nacionalidade.
E ainda tinha o grande astro da festa: o vestido de casamento.
Só naquele vestido,meu deus, a noiva poderia comprar um carro popular de presente para seus futuros 3 filhos. E olhe que ela só queria um.
E Anamaria nem era tão chique assim. Conheceu a noiva na fila de uma lotérica. Sorte? Talvez.
Fila imensa. Notando a preocupação da fina moça , afinal, vida de noiva é bem corrida, Anamaria cedeu o lugar da fila.
Desde então, virou melhor amiga de Carla Patrícia.
Ensinou a garota a pintar a mão, deu truques de maquiagem e ainda ajudou no discurso de casamento. Era o sonho da vida de Carla patrícia. Era o comeco do sonho de Anamaria.
Mal sabia que a fila na loteria mudaria sua sorte. Pegou o buquê de casamento. Meu deus. “ Será que meu futuro marido está aqui?” Pensou olhando por entre convidados.
Focou em um deles, que focado na “nacionalidade brasileira” do buffet, ficou constrangido, por ser pego em flagrante, tentando morder um caranguejo sem nem usar o martelo.
Olhou um pouco mais adiante e viu um bêbado engraçado dando em cima de todas as madrinhas. Corou. Podia ser qualquer um deles.
A sorte do amor estava lançada. E entre tantas ricas donzelas, foi Anamaria quem pegou.
Mal sabia Anamaria que sorte de buquê é sorte jogada. E dos outros.É praticamente um
bomborim da infância.
Que azar. Seu marido seria simplesmente escolhido da mesma forma.
Aliás, como muitos casamentos também são. Ficou ali entre várias mulheres, tentando chamar atencão, pulando desesperada.
Casou com o próprio buquê. Casaria com qualquer um, que por sorte, cruzasse o seu caminho. Casou com qualquer um que de fato cruzou o seu caminho.
Por sorte, era o moço do caranguejo.
Mas como ao contrário do buquê, casamento não é feito só de flores, a coisa não deu muito certo. Em pouco tempo, já não suportava mais o jeito dele comer.
E aquele romance nem tinha tanto encanto. Já não suportava mais vê-lo ensaiando a marcha nupcial para tentar fazer Anamaria sorrir.
Mal sabia ela que destino, não necessariamente significa sorte.
Desviou o caminho da loteria pra sempre. Nunca mais foi a um casamento.
E se pudesse voltar no tempo, com certeza, daria aquele buquê, aliás, aquele marido, à primeira convidada desesperada.
Aquela que pulava com um salto agulha 25 cm merecia mais.
buquê de casamento mais disputado da cidade.Casamento chique aquele.
Com direito a Castelo medieval, o melhor padre da região, e até pratos que eram escolhidos pela
nacionalidade.
E ainda tinha o grande astro da festa: o vestido de casamento.
Só naquele vestido,meu deus, a noiva poderia comprar um carro popular de presente para seus futuros 3 filhos. E olhe que ela só queria um.
E Anamaria nem era tão chique assim. Conheceu a noiva na fila de uma lotérica. Sorte? Talvez.
Fila imensa. Notando a preocupação da fina moça , afinal, vida de noiva é bem corrida, Anamaria cedeu o lugar da fila.
Desde então, virou melhor amiga de Carla Patrícia.
Ensinou a garota a pintar a mão, deu truques de maquiagem e ainda ajudou no discurso de casamento. Era o sonho da vida de Carla patrícia. Era o comeco do sonho de Anamaria.
Mal sabia que a fila na loteria mudaria sua sorte. Pegou o buquê de casamento. Meu deus. “ Será que meu futuro marido está aqui?” Pensou olhando por entre convidados.
Focou em um deles, que focado na “nacionalidade brasileira” do buffet, ficou constrangido, por ser pego em flagrante, tentando morder um caranguejo sem nem usar o martelo.
Olhou um pouco mais adiante e viu um bêbado engraçado dando em cima de todas as madrinhas. Corou. Podia ser qualquer um deles.
A sorte do amor estava lançada. E entre tantas ricas donzelas, foi Anamaria quem pegou.
Mal sabia Anamaria que sorte de buquê é sorte jogada. E dos outros.É praticamente um
bomborim da infância.
Que azar. Seu marido seria simplesmente escolhido da mesma forma.
Aliás, como muitos casamentos também são. Ficou ali entre várias mulheres, tentando chamar atencão, pulando desesperada.
Casou com o próprio buquê. Casaria com qualquer um, que por sorte, cruzasse o seu caminho. Casou com qualquer um que de fato cruzou o seu caminho.
Por sorte, era o moço do caranguejo.
Mas como ao contrário do buquê, casamento não é feito só de flores, a coisa não deu muito certo. Em pouco tempo, já não suportava mais o jeito dele comer.
E aquele romance nem tinha tanto encanto. Já não suportava mais vê-lo ensaiando a marcha nupcial para tentar fazer Anamaria sorrir.
Mal sabia ela que destino, não necessariamente significa sorte.
Desviou o caminho da loteria pra sempre. Nunca mais foi a um casamento.
E se pudesse voltar no tempo, com certeza, daria aquele buquê, aliás, aquele marido, à primeira convidada desesperada.
Aquela que pulava com um salto agulha 25 cm merecia mais.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)