quinta-feira, 23 de maio de 2013

14 meses



Hoje acordei e pensei no quanto os nossos dias são felizes e o amor é leve, mesmo quando o cansaço pesa. Verdade que tiveram dias que tive vontade de sair correndo, de largar tudo pro alto e entrar no primeiro avião. Obviamente, não chegaria nem na garagem de casa porque já sentiria saudade.
Porque já não imagino como é viver sem você. Talvez só uma lembrança. Até parecem duas vidas distantes. Na outra, o vazio. E nessa o tédio sem você. 

Na outra, horas intermináveis de sono. Que sonho! Hoje, poucas horas, mas: o sonho.
Porque eu sei o quanto o amor é grande, real e pra sempre, todo dia quando você acorda sorrindo e vem fazer carinho. Mil carinhos. Quando pede colo só pra dormir 15 minutos a mais comigo. Ou o quanto a sua alegria é sincera e a pureza visível quando descobre o banho de chuveiro como um motivo pra sorrir sem parar.  E quanto riso. A gente espera piadas em filmes engraçados ou graça por aí, em qualquer amigo. Você, não. Você sorri com a mínima coisa, como brincar com seus dedinhos. E me faz rir à distância quando lembro você correndo pra comer uvas e sentando no chão quando coloco no pratinho. Já acho engraçado quando você, mesmo jantando duas vezes, pede o meu jantar, com um olho tão grande e tão vivo, que me faz  sentir viva de verdade. Com você não tem tempo ruim. É só alegria. É só passeio. É a gracinha de dar tchau quando calço o meu sapato, ou é a delicadeza atrás da porta esperando que a mesma seja aberta pra sair correndo.

Seu cabelo ta uma juba de leão, exatamente como te chamava. Mas ao mesmo tempo, um monte de cachinho de uvas – como você gosta. Ou anjo, como você é.

Você é um pequeno milagre que ilumina todos os meus dias. É a própria felicidade sorrindo pra mim de dentinhos separados.

Meu amor por você é paz. Que só cresce. Assim como você. É saber que tudo vai acabar bem quando eu abrir a porta e te encontrar sorrindo. (mesmo com a testa roxa porque trelou).
Essa história toda de viver com o coração fora do peito vale a pena. É poesia escrita com o coração, pelo vento e com todo sentimento do mundo.
Se já falei de amor, não me lembro.
Porque agora eu sinto de verdade. E você consegue iluminar todos os meus dias. Mais ainda quando aponta pra luz, na tentativa de mostrar alguma coisa. Você me mostrou muito mais que esse pequeno texto.

Te amo, Tico. <3 p="">

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Menino-carinho



Tiago é um menino carinhoso. Menino-carinho. Menino mimoso. Ele faz carinho em todo bichinho que vê. Carinho para ele é encostar testa com testa, como se estivesse dançando.
Mas no caso dele, dançando bem rapidinho.
Tiago com apenas um gesto explica para o mundo inteiro que o verdadeiro carinho é estar junto, estar perto.
Carinho é o jeito que Tiago encontrou de abraçar com a alma, mesmo sem saber o que é isso.
Bom mesmo é acordar todo dia com esse sentimento.
Bom mesmo é acordar com o carinho de Tiago. Pra mim, é bom dia.
É dançar às 6 da manhã.

Tiago e a chuva.

Hoje Tiago viu a chuva. Pela primeira vez, sentiu de verdade. Chuva, Tiago. Tiago, chuva.Ele ficou paradinho, apontando, com o maior olho do mundo. Olhou para mim como quem está escutando música pela primeira vez.

Olhos curiosos. Ouvidos atentos. Coração quentinho. Mais uma descoberta para entrar na lista das coisas que Tiago ama. Amanhã quem sabe, ela ganhará mais uma novidade: dormir na chuva.
Tiago dorme, embalado por essa música tão delicada que nem parece um disco arranhado quando se ensaia um trovão.

Seja criança, noite. Essa composição brilhante que só acaba quando o sol chega. Também cantando. Como Tiago ao acordar.

Quem tem medo do escuro?

Tiago não tem medo do escuro.

Ele acha que é mais um esconde-esconde. E agora, real. Ele fica imóvel, rindo baixinho, como se o escuro fosse seu esconderijo.

E ao acender a luz, o olho de Tiago brilha só para combinar com o sorriso de dentinhos separados.
Tiago fica na expectativa para que mais uma vez a luz se apague e ela possa ser invisível.

E eu fico só esperando a luz acender para abraçar Tiago. Não mais para proteger do escuro.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Tiago sorri com os olhos.



Tiago sorri com os olhos. E se ele consegue fazer essa mágica, com certeza, deve gargalhar com o coração. A alma de Tiago é tão doce que tem cheiro de pipoca. Doce. Porque algodão-doce seria muito clichê.
Tiago sabe que consegue um beijo sempre que sorri com os olhos. A pergunta é: o beijo é nos olhos ou é na sua bochechinha?

Deve ser no coração. E que gargalhada.
Parece gargalhada de cosquinha na barriga. Mas é na alma.
Talvez Tiago também sorria com a alma. Só sei que ele fecha tanto os olhos que parece que passou um vento. 

Mas Tiago é só brisa. Brisa que descansa e acalma a alma.
Tiago faz rir até quem quer chorar.  E rir de olhos fechados, só para fazer graça.
É uma graça.






quinta-feira, 18 de abril de 2013

O abajur-cachorro



Abajur não late, mas ilumina. Como um cachorro que brinca com seu dono e se esconde para ganhar mais carinho.

E como Tiago acha que o abajur é um cachorro?
Tiago acorda e faz carinho no abajur. Tiago puxa seu fio, como quem leva o bichinho para passear. E assim, Tiago e o abajur iluminam o dia de muita gente.
Se eu pudesse, colocava os dois no criado-mudo. Não mudo. Tiago jura que o abajur late.
E se você quiser ouvir, basta acender o botão de madrugada. Botão é um nome fácil para interruptor. E abajur, o nome do primeiro cachorro que um dia Tiago vai ganhar.

Hoje adestramos o abajur. A gente diz “deita” e ele apaga a luz. E Tiago dorme.


 

Da janela da boca de Tiago.


Da janela da boca de Tiago dá para ver o mundo.

Que mundo colorido. Em balões que fingem ser telhados ou viram guarda-chuva. Claro que em dia de chuva.

Da janela também é possível  ver um mundo em preto e branco. Se assim for para ser bonito, como um filme antigo. Cheio de sutilezas, bons sentimentos e cheio de saudade. Janela fechada tem alma de saudade.

Da janela da boca de Tiago dava para ver o quanto ele cresceu.  Ele ainda não alcança a janela. Mas  tem uma escadinha que tem vista para todos os horizontes. Na escola, ele aprendeu que horizontes também é futuro.

Da janela da boca de Tiago também da para ver o céu. O céu da boca.



quinta-feira, 21 de março de 2013

Primeiro amor. (para o dia 23 de março)



Ontem eu sentia medo. Não é bem ontem. Mas já faz quase 1 ano. Eu sentia medo de tudo: de ver a barriga crescer, de sentir dor no parto, de carregar você no colo. "mas eles são tão pequenos, né?" Eu nunca tinha colocado um bebê no colo, juro por Deus. Tudo parecia tão impossível, na mesma medida em que a gravidez parecia não ter fim. Foi uma gravidez muito difícil. E se eu soubesse como tudo ia ser tão bom com você por perto, com certeza, eu teria tratado essa gravidez como carrossel em Parque de Diversões. Mas aprender nem sempre é fácil.

Eu ainda não sabia como minha vida ia mudar de cabeça para baixo. Mas mudar para melhor. Eu não sabia que eu ia chorar de emoção sempre por ter ver dormindo no berço. Nem muito menos sabia que você ia fechar os olhos toda vez que me visse, sorrindo. E como você gosta de sorrir. Passei boa parte da gravidez chorando e você passa a maior parte do seu tempo sorrindo. Nem mesmo escutando por tantas vezes uma música chamada "felicidade" eu pude acreditar nisso.

A verdade é que o medo passou. Você nasceu já com os olhinhos abertos, como se estivesse procurando. Amor à primeira vista, já veio para meu peito e ali nos encontramos para sempre. Lembro de uma madrugada na maternidade, quando te vi entrando, com aquele mesmo olhinho… Era tanto amor. E eu, tão cansada, ansiosa por ver você. Nem parecia aquela mãe que só sabia cuidar de bichinhos de pelúcia. Você me fez tão forte, tão corajosa, que juntos, até desafiamos a vida. Verdade que formamos um grande time: Deus, eu e você. Sempre aos cuidados. Sempre nas mais lindas descobertas.  Um dia quando chorei pensando "como vai ser"? , certamente eu não sabia que você ia adorar ameixa. Que ia ser louco por Kiwi. E de tão safado e comilão, já ia tirar a chupeta sempre que entrasse na cozinha.

Eu também não sabia que você ia ser o bebê mais beijoqueiro do hotelzinho. Que ia me acordar todo dia encostando a sua testa na minha e dando beijo. E assim também você faz com todos os seus bichinhos. Um doce de carinho. Um menino meigo de personalidade tão forte.

Se vou ter trabalho, assumo a culpa: puxou a mim. Talvez não tenha puxado tanto quando o assunto é dançar. Nunca vi um bebê para gostar tanto de dançar. Balança, balança. Vive em um ritmo sem fim de alegria.

Eu também não sabia que você ia amar livrinhos e piscina de bolinha. Ou que ia ser louco por pão. ( Agradeça a mim, eu também adoro). E será que eu sabia que você ia amar piscina? Ou que ia aprender a andar feito um pingüim? 

Talvez, não.

Eu também não sabia que você ia ter um monte de cachinhos de anjo. Ou que às vezes ia acordar de madrugada só para ficar no meu colo, com o olho maior do mundo, como se a madrugada fosse tarde. Aliás: fosse bem cedo.

Eu também não sabia que eu ia mudar. Que ia ter um choro mais fácil ainda. Que felicidade, quando ligada a você, sempre encheria meus olhos de lágrimas.

Eu também não sabia que eu ia me sentir mais forte. Briguenta até demais, isso preciso melhorar.  E sabe o que também descobri com você? O coração apertado o dia todo no trabalho. Haja saudade. Parece que o pensamento não sai mais de perto. O coração, então, nem se fala.

Eu também não sabia que a gente ia dormir tantas vezes juntos. Ou que iríamos passear tanto, orar tanto e rirmos tanto. Não sabia que cada viagem ia parecer uma mudança, mas mesmo assim, compensadora.

Não sabia que a gente ia construir tanta coisa juntos e que eu ia fazer tudo com muito cuidado, pensando em você. Porque cada pessoa que agora faz parte de nossa vida tem que ser especial. Pra mim e pra você.

Foi difícil? Cada dia é uma luta. É uma missão. Mas cada dia tem um motivo de verdade para se viver. Cada dia é uma benção e um agradecimento antes de dormir.

É brega dizer que no seu aniversário, meu maior presente é você. ( Vou ser demitida como redatora com essa frase). Mas sabe o que ela significa?

Que 1 ano passou bem rápido. E todo dia que passamos juntos foi um presente para mim. Cada dia com você é um motivo maior para descobrir que, finalmente, descobri o amor verdadeiro. O mais puro. O enorme. O que só cresce. O que faz sorrir o tempo todo, e enche tanto o coração que o único jeito é transbordar pelos olhos.

Como pequenas lágrimas. E assim, nasce uma mãe boba, chorona, mas uma mãe feliz e apaixonada pelo bebê-menino mais incrível do mundo.

te amo, meu pituco.

Nós somos uma família mais que feliz. =)



quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Meu bem.

"Meu bem, já não precisa falar comigo dengosa assim... briga, para depois, ganhar mil carinhos de mim".
Sim, esse poderia ser o texto mais lindo de amor. E brega. Porque convenhamos, começar um texto com uma música de Erasmo Carlos ( de uma fita de Léo Jaime) não é lá da fineza mais romântica do mundo, né? Mas em se tratando de amor simples e de coração, pode até ser.

Porque pense bem. Gatinha Manhosa cantada em um pequeno café em Paris, multinstrumentada por um violino, seria sim a versão mais romântica do mundo. E charme maior teria se a gente encontrasse a mesma versão em uma pequena loja de vinil. Das antigas. ( e cantada em fracês, claro)

Mas o que vai mudar o rumo desse texto, que mais parece uma declaração de amor é dizer que esse amor aqui é de pai para filha. Ou agora, de filha para pai. Das lembranças que mais trago da vida é meu pai, cantando "gatinha manhosa" pra mim, lá pelos meus 4 anos. Embalando até dormir. Coisa fina é o amor. Parece que foi ontem que vi essa cena. Parece que foi ontem que também o vi me carregando - já pesada - e adormecida do sofá para cama. Às vezes eu até acordava, mas fingia dormir só por aqueles momentos. Só para sentir esse carinho. E hoje, vejo todo esse amor do meu pai para meu filho. E tudo parece tão diferente. Lógico que ele não cantaria "Gatinha Manhosa" Para Tiago. Mas o amor está ali, do mesmo jeito, na mesma fita, e no mesmo jeito de falar de amor. Tá no olhar. Nos olhos que brilham. E na calma que esteve presente desde o primeiro dia em que soube que seria avô. Não foi da melhor forma (perdão, pai), mas com toda a sua maturidade, talvez ele já soubesse o quanto essa história teria um final feliz.

Também foi ontem - quase ontem, apenas há alguns meses atrás - que ele me disse o quanto a vida não era fácil para ninguém. "não é um privilégio seu, filha". No fundo, eu sabia. Mas também foi ontem que ele disse que no meu lugar faria tudo do mesmo jeito. As mesmas escolhas, os mesmos caminhos. Porque ter filho é a melhor coisa do mundo. É ver um amor crescer a cada dia, sem medida, sem direção, de um tamanho que nem a gente acha que está preparado. E sempre estamos. E com toda a sua calma, meu pai me ensina o quanto é preciso ter coragem. O quanto é importante sonhar e nunca parar. E mais ainda: já parou para agradecer? Meu pai faz todos os problemas parecerem menores. Parece que com essa mania de dormir tão pouco, ele já sabe o que vai acontecer amanhã: tudo estará resolvido. Ou você não tem fé?

Sim, também foi ele que me ensinou a ter fé. A ter calma ( essa parte ainda não aprendi) e acima de tudo a tratar todo mundo, todos os dias com muito amor e carinho. Meu pai me ensinou a ter um coração grande. A ser determinada. E muito, mas muito, a ser mãe. Disso, não posso reclamar. Também não esqueço que ao dar a notícia de tiago para minha mãe, a primeira reação dela foi um sorriso. Mesmo em meio a tempestade. Tenho sorte.

E falando em tempestade, esse mesmo pai, passou por várias delas. E sempre aprendendo, sempre crescendo na fé, sempre forte. Falando assim, parece até um herói. Mas não. É o mesmo pai que cantava Gatinha Manhosa e me carregava para dormir. (com certeza, o super homem não escutaria esse tipo de música).

Ainda hoje ele me carrega. De um outro jeito, claro. Mas sempre de uma forma doce e sempre cheio de amor. Ele diz que no meu lugar não faria nada de diferente.

Claro que não. Eu aprendi com ele. E espero que meu filho também possa aprender.
Primeira lição: amar. Segunda: ter fé. Terceira: um abraço todo dia. Essse é o caminho que espero de Tiago. Do sofá pra cama, da cama pro sofá. ( aposto que ele também finge que já dormiu só para se sentir protegido).


Obrigada, pai, por tudo. O mar pode ser calmo. E sim, a música pode ser brega. Afinal, estamos falando de amor. :)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

E por falar em saudade.

Faz tempo que falei com a saudade. Ela tinha uma voz mansa, como se fosse uma licença poética para não pedir licença para entrar. Ela pode fazer isso e invadir qualquer lugar. Pode ser terça-feira, às quatro da tarde. Não importa. Lá está ela no meio de tantos papéis, lembranças e até outros sentimentos. A saudade tem um jeito que só ela sabe, de fazer o mundo parar e fazer, sem algum sentido, você ser a parte mais especial do meu mundo. Sim, você. Só pode ser mágica. E por mais que você não acreditasse, agora isso faz todo sentido. Já era tarde da noite quando lembrei do quanto você me fazia feliz. É tarde para dizer que te amo? A saudade faz tudo parecer tão tarde, mas às vezes, é culpa dela apressar as coisas. A saudade traz essa urgência do abraço, que nem sempre temos. aí é que está: como vou matar a saudade se ela não vai morrer nos teus braços? você é daquelas pessoas bem fáceis de sentir saudade. Tem um sorriso que sempre vai me acompanhar em qualquer estação do ano. Até no inverno. Porque sabe, né? Mesmo triste, minha alma pode sorrir. Faz frio aqui dentro, mas teu sorriso cria essa espécie de ilusão que sempre vou estar protegido. Tento me lembrar de suas qualidades e do quanto posso ser parecido com você. Talvez meus defeitos se tornem engraçados quando te lembram. Sim, em tudo te lembram, porque nunca mais vou te esquecer. E que engraçado: são nos meus defeitos onde mais vejo você. Será por que foi você que me ensinou a rir de mim mesmo? E vai ser sempre você que vai fazer qualquer simples momento parecer uma mágica, quando é teu sorriso que vai me acompanhar. Será que você seguraria minhas mãos por qualquer inverno? Não sei, porque você foi embora antes mesmo de me responder, Ou talvez porque não exista inverno perto de você. Que clichê dizer que é primavera. Pode ser outono? Outono tem a mesma mágica da saudade - talvez seja culpa das árvores que sempre perdem as folhas- e um pouco da melancolia. E essa sempre me lembra o quanto a despedida pode doer. Doeu. Passou. Nunca me despedi de você.  Às vezes acho que é porque ainda quero te abraçar o tempo todo. Mas a verdade mesmo é que você nunca foi embora. Aqui, no meu coração, ainda é terça-feira, às quatro da tarde. E lá está você e essa sua mágica. Aparecendo no meio do nada. Aliás: é você, seu sorriso e seus defeitos. Quer saber? Ainda é cedo para sentir saudade.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Para Tico. (8 meses amanhã) E Dia de Ação de Graças hoje.

Lá de onde você veio, deve existir um mundo colorido que ofusca os dias mais tristes. E o nome disso é sorriso. E que sorriso! Você sorri com os olhos. E isso basta para que eu me apaixone todo dia por sua doçura. E isso basta para que eu seja a mãe mais feliz do mundo. Lá de onde você veio, as pessoas fazem careta para árvores de natal e sorvetes de coco. Como pode? Por sinal, coisas que entram na lista das pequenas coisas que mais amo na vida. (dentre as pequenas coisas, é claro que você encabeça a lista). E lá de onde você veio, a gente é capaz de aguentar várias noites sem sono. E simplesmente porque só de te carregar, não existe mais peso algum. Engraçado, não era eu que chegava tão cansada em casa? Lá de onde você veio, qualquer tristeza é passageira. E pequena para estragar tanta alegria. Deve ser esse tipo de chuva que brinca de desenhar no céu até virar um arco-íris. Eu também não vejo a hora de te ver desenhando. Porque lá de onde você veio, os olhos brilham o tempo todo, e curiosidade é um jeito encantador e descobrir o mundo. E pra felicidade, você bate palma. ( porque é isso que você anda fazendo toda vez que eu sorrio para você) E pensando bem, acho que você também vai adorar o Natal. Você consegue bater palmas para a mesma árvore que ainda sente medo. Lá de onde você veio, não existe medo. talvez susto. Mas é um exemplo de coragem ver como você, com pés tão pequenos, é capaz de desbravar o mundo. E por desbravar o mundo, eu entendo: apoiar-se em mim para você ficar em pé. E por isso, se sentir o mais forte e mais feliz do mundo. Te prometo que deixarei você fazer isso a vida inteira. Porque daqui de onde eu vim, a gente cai muito mais. Mas ainda é cedo para você entender. Só quero que saiba, que estarei sempre lá. Ou aqui. Muito embora, lá de onde você veio, não existe cedo demais. Domingo às 5:30 da manhã pode ter cara de parque de diversões. Como Pode? E o engraçado é que sempre acordo porque vejo você olhando para mim. Mas daqui de onde estou, quando você dorme, passo um bom tempo olhando e agradecendo por você. Lá de onde você veio, você deve ser um anjinho. Pelo menos é o que me parece quando está sorrindo enquanto dorme. E anjos também protegem a gente. Pensando bem, você é muito pequeno para tudo isso. Ou não. Mas daqui de onde eu vim, amar também é uma forma de proteger. E pensando desse jeito, você também acaba de ganhar o mundo: além de mãe, posso ser sua super-mãe-heroína. Meu amor é imenso. Por isso, hoje, eu agradeço a Deus por você existir em minha vida há 8 meses. E a você, agradeço pelo sorrir com os olhos e pela risada meiga. ( desde que não seja às cinco e meia da manhã, né?) =)