terça-feira, 27 de novembro de 2012

E por falar em saudade.

Faz tempo que falei com a saudade. Ela tinha uma voz mansa, como se fosse uma licença poética para não pedir licença para entrar. Ela pode fazer isso e invadir qualquer lugar. Pode ser terça-feira, às quatro da tarde. Não importa. Lá está ela no meio de tantos papéis, lembranças e até outros sentimentos. A saudade tem um jeito que só ela sabe, de fazer o mundo parar e fazer, sem algum sentido, você ser a parte mais especial do meu mundo. Sim, você. Só pode ser mágica. E por mais que você não acreditasse, agora isso faz todo sentido. Já era tarde da noite quando lembrei do quanto você me fazia feliz. É tarde para dizer que te amo? A saudade faz tudo parecer tão tarde, mas às vezes, é culpa dela apressar as coisas. A saudade traz essa urgência do abraço, que nem sempre temos. aí é que está: como vou matar a saudade se ela não vai morrer nos teus braços? você é daquelas pessoas bem fáceis de sentir saudade. Tem um sorriso que sempre vai me acompanhar em qualquer estação do ano. Até no inverno. Porque sabe, né? Mesmo triste, minha alma pode sorrir. Faz frio aqui dentro, mas teu sorriso cria essa espécie de ilusão que sempre vou estar protegido. Tento me lembrar de suas qualidades e do quanto posso ser parecido com você. Talvez meus defeitos se tornem engraçados quando te lembram. Sim, em tudo te lembram, porque nunca mais vou te esquecer. E que engraçado: são nos meus defeitos onde mais vejo você. Será por que foi você que me ensinou a rir de mim mesmo? E vai ser sempre você que vai fazer qualquer simples momento parecer uma mágica, quando é teu sorriso que vai me acompanhar. Será que você seguraria minhas mãos por qualquer inverno? Não sei, porque você foi embora antes mesmo de me responder, Ou talvez porque não exista inverno perto de você. Que clichê dizer que é primavera. Pode ser outono? Outono tem a mesma mágica da saudade - talvez seja culpa das árvores que sempre perdem as folhas- e um pouco da melancolia. E essa sempre me lembra o quanto a despedida pode doer. Doeu. Passou. Nunca me despedi de você.  Às vezes acho que é porque ainda quero te abraçar o tempo todo. Mas a verdade mesmo é que você nunca foi embora. Aqui, no meu coração, ainda é terça-feira, às quatro da tarde. E lá está você e essa sua mágica. Aparecendo no meio do nada. Aliás: é você, seu sorriso e seus defeitos. Quer saber? Ainda é cedo para sentir saudade.

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