sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Amor

Não olhei nos seus olhos. Simplesmente, caí para dentro de você.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Amor às quatro da tarde.

Tem dias que você se sente uma bolhinha de sabão.
Não importa o quanto é insignificante para o mundo. Porque o mundo vai parar para ver você.
Vai soltar um sorriso.
Vai se alegrar e talvez pensar que aquele foi o momento mais gostoso do dia.
Mas é preciso ser leve para ser uma bolhinha de sabão.
é preciso ter o coração disposto a voar, mesmo sem asas.
Voar sem asas é um milagre tão grande quanto parar para ver o mundo, na terça, às 16 da tarde.

E não importa quantas vezes você estoure a bolhinha.
ela vai se renovar, multiplicar, colorir e arrancar sorrisos só por esse ritual.

E se você reparar direitinho, ela vai refletir a sua imagem.
Com um pouco de sorte, refletir também o sorriso de quem está perto de você.

e vai continuar flutuando.
Dançando e dando cor ao vento.

Aliás: vai chamar o vento para dançar.

E convenhamos: dançar sem música não é lá um ritmo tão fácil.

Mss quem disse que o amor precisa de música para dançar?

Arco-íris

Antes de você chegar, o mundo era cinza e nublado.
Mas foi preciso a gente chorar.
E foi preciso o céu soltar lágrimas de chuvas para que a gente pudesse ver as cores.

O nosso arco-íris chegou.

Arco-íris

sol com chuva. sorrir e chorar. Chorar de emoção é arco-íris.

Let it be

"And when the night is cloudy
There is still a light that shines on me
Shine on until tomorrow
Let it be"

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Sorte

Mais um texto lindo de Rose:

http://www.papodebercario.com.br/mae-eu/


"Eu tenho certeza absoluta que quem tirou a sorte grande fui eu".

Pense duas vezes antes de esquecer.

há um lugar

Há um lugar em que o silêncio completa o som do coração batendo mais forte.
Há um lugar em que sorriso de canto de boca significa carinho.
Há um lugar em que o tempo para no instante em que a felicidade vira o ponteiro de tua vida.

Há um lugar em que quero te encontrar, perto pra mim.

Mas longe para você.

há um lugar em que a felicidade é tão concreta que posso segurar como um presente.

Um presente que ganhei, parece que vindo dos céus.

Há um lugar que o sorriso transforma eu e você em pequenos balões coloridos de festa.

Porque o sorriso tira o peso do coração e nos faz voar.

Voar para longe?

Ou perto. É relativo, quando estamos falando do céu.

Há um lugar em que posso roubar alguma estrela e colocar no teu quarto, como livro de cabeceira que nunca apaga.

Como criado-mudo.

Mudo, como o silêncio, que nos completa.

e no silêncio que escutei teu coração pela primeira vez.

Há um lugar. Estou indo pra lá... :)

amor em uma frase

Dançar na chuva :)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Entende?

Você tirou meu sono. E agora acho que só tenho a opção de sonhar acordado.

Poesia de cabeceira

Apaga a luz e acende as estrelas.

Borboletas no estômago

É tudo isso que sinto quando você mexe.
é por isso que o amor provoca essa sensação.

verdade esquecida

Antes de homem ou mulher, você é um ser humano...


#solidariedade

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Transformação - O maior post do ano.

(post que serviu como inspiração para eu fazer "minha caixinha":
http://www.janajoanajocker.blogspot.com/#!/2011/12/caixinha-de-mae.html)


Mãe: teoricamente a pré-fase em que tudo é cor-de-rosa. Mesmo que você esteja esperando um lindo menininho, repleto de tons de azuis.

Mas o que não sabemos é que a difícil arte de ser mãe já começa a ser difícil e ser arte muito antes de se realizar.

Não tenho autoridade para falar das dores e prazeres. Nem ainda segurei meu filho. Nem vi o rostinho mais rosado e bochechudo nascer.
Mas o que sei é que se “ser mãe” é realmente padecer no paraíso. Às vezes é necessário, muito antes, padecer, para assim, entrar no paraíso.

É essa a caixinha que tenho guardado por meses. Aprendizados. Lutas. Recomeços. Nenhum dia tem sido igual ao outro. Das emoções às surpresas de sentir o neném mais sapeca do mundo dar os seus primeiros pulos.

E que difícil são as emoções: a gente literalmente, padece. Claro. Nem toda experiência é igual. Aqui falo em tons que não são rosas. Talvez verdes, porque passei a detestar o azul ( e tenho motivos). E verde é esperança. Verde é meu Tiago.

O paraíso é verde, meu filho. Mas ninguém disse que ele é um sonho, em que de repente se abre os olhos e se vive entre sorrisos e calmaria.

No meu caso, foi longe de ser calmaria. Primeiro a total falta de chão.

Segundo, a pior fase: a queda. E ai, como doeu. Como as decepções ensinaram.
Como o chão é frio, machuca – assim como as pessoas - e dói.

Mas a boa notícia é que é uma fase. Assim como dividimos o nosso calendário em semanas, assim ficam nossos sentimentos. Semanalmente mudando.

Olhamos para a “décima sexta semana” e pensamos: parece que foi o ano passado. Tamanha é a transformação que essa viagem “gravídica” provoca na alma.

Parece que foi ontem que eu me deslumbrava entre roupinhas e imaginava um bebê como um sonho muito distante da realidade.

Parece que era ontem que eu não poderia decidir sobre meu próprio parto. Ou que eu achava que era o fim do mundo gerar um sentimento tão intenso de forma praticamente, sozinha.

Mas no fundo, estamos sós. Sempre. Sós nessa transformação para dentro de nós mesmos. A barriga cresce. Mas é o coração que se dilata.

Ainda não tenho uma caixinha que fala sobre a emoção de carregar um bebê. Ou das descobertas que só a intuição materna pode trazer.

Mas a intuição vem antes da maternidade. Antes, quando sonhei que estava grávida – na época em que mais que suspeita, isso era apenas medo – e realmente era verdade. Sonhei com um bebê perdido.

Verdade que sonhos esquisitos são recorrentes na gravidez. Esses mesmo que desenham nenéns que nascem antes do tempo . Pudera. Existe uma mãe nascendo “antes do tempo”, mas será?

E agora? Falei de duras penas. Falei de não ter chão. E falei da segunda fase de cair no chão.

Mas o que falta para entrar em uma nova fase? Uma nova etapa ainda contadas em semanas, e para ser clichê, um novo ano, em que já posso deslumbrar o paraíso de onde estou?

É difícil, mas dá para fazer um esforço.

Porque ser mãe é fazer o possível para ser uma pessoa melhor. Se perdemos o chão, aprendemos a voar. Não como super-heroínas que tentamos ser.

Somos mais do que nunca, nós mesmas. Porque já não dá para esconder sentimentos o tempo inteiro. Já não dá para aceitar quem diz “ não chore porque seu filho sente”. Você não sabe do que está falando…

Eu já sentia. Não é verdade. Meu filho sente quem eu sou. Meu filho me escolheu e sabe que juntos vamos nos fortalecendo. E pra que esconder o que temos de mais digno que é um sentimento?

Não dá para chegar ao paraíso sem antes viver cada alegria. Cada lágrima.Cada dificuldade. Faz parte da nossa história enfrentar. Não somos nós mesmos quando fugimos.

Cheguei em uma nova fase. Tá quase lá. É quase uma borboleta. O caminho está ficando cada vez mais verde, e consequentemente, mais puro.


Já não sinto nenhum chão. De novo? Posso apenas estar deslumbrando um novo vôo. E aprender a voar, ai, machuca.

Mas se já padeci, é porque conquistei a força de ser mãe. Agora, é só nascer de novo. Mas para isso, vou ter que segurar meu maior amor no colo.

Filho, só queria te dizer uma coisa: tudo de melhor que me tornei devo a você. Devo a você por sentir raiva, dor, por ser eu mesma e cada dia mais forte.

Porque só o amor é capaz de transformar e escrever uma história, que mesmo em linhas tortas, termina no céu.

Obrigada.


(e agradeço também a quem tem me ensinado a voar nessa “longa jornada”:
Rafa, por ser o amor maior da minha vida e Mingo, Mainha por ter se transformado junto comigo em uma avó cheia de sonhos. Meu pai pelo exemplo de homem e ternura que quero dar a meu filho. Pati pela doçura de irmã. Venina pelas terapias nas “manhãs” de terça, e por sempre me mostrar que posso ser mulher muito antes de ser mãe. A Circe, a grávida mais linda, que segurou a minha mão e me ensinou sobre uma maternidade tão linda e cheia de força.
A Iolanda e Camila, por representarem Deus sempre ao meu lado. A Junia pela esperança e certeza da felicidade e pela bondade. A Zé Roberto pelas palavras tão divinas e pelo maior aprendizado sobre perdão (que ainda vou demorar para colocar em prática). A Nah pela amizade compartilhada em dores e alegrias, a Liza e Carol, pela doçura sempre presente. A igor, pela amizade de sempre e pela compreensão. A todos pelo amor, o tempo todo.


"Minha gravidez foi uma surpresa, que a cada dia, se transforma em uma caixinha de surpresas".

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Quase lá...






www.pequenagrandeluz.blogspot.com

domingo, 11 de dezembro de 2011

9 de junho de 2011

"Descobertas em um folha de papel em branco. Ainda que não sejam uma folha de papel"

Da série: "onde você estava esse tempo todo?"


(das maiores mentiras e fingimentos do ano)

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

meu bebê

De todo pranto, a força.
Do medo se fez amor.
Da menina, a mulher mais determinada do mundo.
Da chuva de cada madrugada, um brilho no olhar.

De toda nuvem por trás do sol, um riso escondido.

De cada toque na barriga, o coração saindo pelos poros.

De cada mudança, um novo começo.

Do começo, o fim: é amor.

:)

domingo, 4 de dezembro de 2011

Gravidez - segundo trimestre

Clique na foto para ver o álbum completo! :)

Gravidez - Primeiro Trimestre

Clique na foto para ver o álbum completo! :)

sábado, 26 de novembro de 2011

Carta de 22 semanas

Meu amor,

Queria te dizer uma coisa. Acabei de ler em um lindo email que "a criança é quem escolhe onde vai nascer e sabe muito bem o que a espera". E me sinto feliz em chegar à metade de um caminho, que com certeza, vai ter o final mais lindo de todos.
Ou melhor: "um começo-final". Porque hoje, posso dizer que você pode, sim, esperar o melhor de mim. Como mãe, como mulher, e porque não: como menina.
Foi esperando por você que aprendi a viver em toda a intensidade do curso real que é a vida. Aprendi a me descobrir de uma forma tão intensa, que mesmo depois de tudo que "passamos", mesmo por vezes querendo tirar o coração fora do peito, eu passaria novamente. Sim, verdade. Não é toda mulher que tem o privilégio de ver mais que uma mãe - uma linda mulher nascer.
É lindo acordar e saber que nosso coração está batendo junto nesse curso. É lindo me descobrir bonita de uma forma diferente. É lindo não me sentir vazia, pois estou cheia de amor - do teu amor. É lindo ver a forma como tudo está sincronizado: se estou rindo, o teu ritmo dentro de mim é de alegria, pula que nem pipoca. A mesma pipoca que fez você mexer em Recife.
É lindo chorar, me sentir magoada, injustiçada e ver você chutando delicadamente, como quem diz: estou aqui, mamãe. Estou aqui para te consolar. E juntos somos um só e nada mais importa.
Porque nossa felicidade não é uma festa embriagada. Nossa ritmo vem de uma festa linda no céu. É o puro estado de graça. O amor mais autêntico da vida.
Tua força me motiva e minha força te faz viver. Por você, mudo meus planos. Pra você, dou a família mais terna do mundo. Perto do céu azul. Perto dos sorrisos de domingo. Do dengo de quem passou a viver esses meses intensamente comigo.
Não vejo a hora de ver teu primeiro olhar. De acompanhar teu primeiro sorriso. De ver você na prainha com vovô. O nosso lugar.
E sabe de uma coisa: o meu lugar. O lugar que só redescobri com a tua ajuda. E por isso, te agradeço.
Te agradeço por fazer me encontrar em minha essência. Por redescobrir esse amor e saber onde está meu caminho: nosso lar.

Chegamos à metade de um caminho lindo. Passamos por desafios, dores, por almas vazias, pessoas que só existiram para nos machucar, por julgamentos duros, por acusações. Mas passamos. E nada mais nos fará cair, desistir ou voltar atrás.

E passamos, passamos. E vamos passar. Sempre juntos.

Meu amor. Não vou dizer que foi fácil, mas posso dizer que vai ser a melhor coisa do mundo. Conhecemos as pessoas mais lindas do mundo. Ouvimos as histórias mais incríveis. Descobrimos um significado tão profundo da vida, que isso só poderia ser escrito por Deus.

Foi exatamente ele quem escreveu a nossa história.

Meu amor,

obrigada pelo carinho na barriga de todo dia.

Obrigada pelo amor mais puro, sincero e real. Obrigada por guiar meus passos para voltar ao início de tudo - ao lugar e à pureza.

Você ainda vai descobrir o mundo. E pode ter certeza: vai ser o mundo que você me ajudou a descobrir.

=)

sonho de Deus

"porque toda injustiça que passaste e ainda passas... por toda paciência que tiveste... pela força, pelo medo que virou amor.
tudo isso vai ser um motivo a mais de alegria".

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Você ainda não sabe.

Apenas quando ele aprendeu a amar, ela soube perdoar.

( de trechos aleatórios)

Da despedia

Falta pouco para começarmos uma nova história.
Um lugar tranquilo, bem longe daqui. E só o amor pode chegar lá.

(chega novo ano...)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Mudanças

Menina que vira mãe:

É uma transformção tão bonita e incrível quanto a paixão que vira amor. :)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Tiaguinho e praia!

Você traz a calma que só o amor pode sentir.
Só o mar em seus dias mais bonitos.
Aqueles dias em que ele reflete o sol,
depois de passar por dias agitados.

É por isso que agora, eu amo praia.

( Aliás, a gente ama. )

Olhos quadrados

09/01/09

(perdido no e-mail. Alterado hoje)



De todos os curtos prazeres da vida daquele menina de olhos quadrados, o melhor deles era jogar granulado de brigadeiro no chão.
Era interessante ver como o seu dia podia mudar quando ela ainda acompanhava com seu olhar aquelas bolinhas, que sem brigadeiro, não pareciam ter significado algum.
É. Talvez alguém confundisse com um resto de purpurina de festa de criança, com partes de brinquedos mastigados, ou até com fragmentos de algum lápis perdido por aí.
Só a menina dos olhos quadrados poderia perceber um granulado colorido no chão.
E que beleza aquilo tinha no seu dia.

E isso só poderia ser comparado ao sorriso em um dia triste.

Porque desde que conheceu um pouco da tristeza, o que não era muito comum na sua idade, a menina dos olhos quadrados descobriu os pequenos instantes de felicidade.

Descobriu que o "quase" fazia sentido na sua vida. E que um sorriso de lado é mais latente do que sem graça. E sem graça ela ficava, quando sentia que fazia alguém feliz.

Ela viu que podia ser feliz com pouco. Janelas, por exemplo. Para ela, janelas tinham um significado especial. De certa forma, elas formavam uma espécie de moldura para sua felicidade.

Porque a menina dos olhos quadrados via o mundo assim, através da sua própria janela. Era perigoso ter os olhos com essas formas. Era como se expor ao mundo de uma forma meio esquisita. Aquela mesma de jogar o granulado no chão, disperso, sem destino, porém com alguma sina.

Já deu para notar que a menina dos olhos quadrados adorava janelas. Sempre que estava indecisa, ficava bem pertinho delas, e quando conseguia descobrir se estava mais para o lado de fora, ou um pouco mais para dentro, ela finalmente, podia fazer o que o seu coração mandasse.

Só que nem sempre fazer o que o coração manda é fazer a coisa certa. Mas ao mesmo tempo, ela não podia mandar no coração. Oha que coisa mais esquisita: manda, não manda. não manda, manda. Como pode?


ah. E dentro dos curtos prazeres do sorriso-moldura, ela descobriu que fechando os olhos, podia perder a forma das estrelas. Assim, como as luzes dos postes. Aliás, como duas coisas tão diferentes podiam ser tão parecidas? ( isso também funciona com pessoas)

Postes e estrelas. Pessoas diferentes, porém iguais: Juntos, eram como sílbas sem sentido formando palavras bonitas.
Por falar nisso, como o granulado podia ser tão bonitinho, com um nome tão infeliz?
Foi aí que a menina descobriu que o brigadeiro sem rosto de granulado não tinha tanta graça.

Bom mesmo era comer na janela, enquanto as bolinhas coloridas caissem lá embaixo, bem longe, onde ela não pudesse ver.

O céu poderia virar uma ávore de natal. E toda vez que ela o acendesse com o granulado coloridinho, essa menina podia ser feliz.

Mas é sorriso de quem já consegue se ver do outro lado da janela.

Já fora dos seus olhos. E ainda mais perto de outro céu.

Bem perto de outra alma.

Na verdade, os seus olhos eram uma janelinha com vista para outro céu.

(o teu céu...)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

diálogo fofinho

- te dou um beijo se você adivinhar o que tem nas minhas mãos.

- é amor?

- ninguém pose segurar o amor, seu burrinho.

- saudade?

- se eu sentisse saudade, ela não caberia em uma só mão.


- é um segredo?

- de certa forma, sim.

- é um beijo?

- (a menina corou) adivinhou. E agora?

- Mas você disse que não podia segurar o amor. ( o menino corou)

- isso foi uma declaração?

- de certa forma, sim.

O menino deu um beijo na bochecha mais vermelha do mundo e foi embora com as duas mãos fechadas.

Dessa vez, o segredo era saudade.

trecho do conto "amar-elo"

"Ah já sei. Amor platônico é isso. É algo que está tão longe que a gente não consegue ver.Não pode pegar, não pode sentir. O que essa menina não descobrira ainda, afinal ela era muito nova, era que longe pode significar perto, quando são as almas que se tocam."

é pra sempre

Não era amor quando a perna tremia, porque ninguém consegue caminhar assim por muito tempo.

não era amor quando o coração batia a ponto de deixar a alma sem ar.
já viu balão voar sem ar?

não era amor quando a saudade sufocava.
quem tem que apertar é o abraço, não a saudade.

mas era amor quando eu pensava em paz, sorrisos e brigadeiro.

quando a calma parecia o mar em seus dias mais bonitos.

e quando eu olhava para o horizonte e pensava no caminho para chegar até você.

" que seja reto e nunca mais torto".

era amor quando via cada neném e imaginava tua ternura.

é amor. E é pra sempre.

a-m-o-r

4 letras.
5 sentidos. Entre eles, a vida.

domingo, 13 de novembro de 2011

Despedida

Pra quem fica, é a dedicatória do arrependimento.
(sem olhar para trás)

94 dias.

E quando a gente for embora, vai ser tarde demais. Pra você, vai estar escuro.
Mas pra gente, a lua já vai estar pronta pra ser feliz :)

Vazio

Vazio é quando perdemos nossa própria alma.

( por que te tornaste tão vazio e pequeno?)

sábado, 12 de novembro de 2011

Página virada

(finalmente) e próxima página é em branco. :)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Tiago

Minha força.
Meu carinho.
Meu amor.

o sol sorrindo no papel.

=)

Vai saber?

terça-feira, 1 de novembro de 2011

no céu

Só o amor se submete a Deus.
A paixão tenta ser maior que ele.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Um novo caminho

E quando os sentimentos escolhem o caminho?

O futuro é uma casinha tão distante que só o amor, com todas as suas sutilezas, conseguirá chegar. O futuro é de nós dois. E só.

Carinho

Quando o comentário é mais importante que o post. =)

O comentário do post passado foi tão lindo que só tenho que agradecer.


<3 Amanda.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Quando o limite é o ponto final.

O desejo é estar longe/
Que a distância aumente a ponto de virar "nunca".
Nunca mais.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Azul

Nem tudo é azul.

"A cor da vida não é azul. E sim suor, esforço, amor, bondade, apoio e carinho".

(obrigada por essas palavras, painho!)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Cócegas na barriga, amor na alma.

Tua primeira dancinha dentro de mim foi como chegar no céu.

E foi Deus quem cantou pra gente.






(Registrado em 20 de outubro, às 22h, junto de pessoas amorosas e especiais, minha nova família: Pr. Zé Roberto, Rev. Eudes, Cris, Mariluce, Cássia, Ahiran <3)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Para você, que guarda sonhos em um papel.

Deixa estar.
Como se nada tivesse acontecido.
Como se nunca tivesse chovido.
Ou não. Faz de conta que o chão não ficou molhado.
Deixa estar como quem finge que nuvem é algodão doce só para sentir o gostinho do céu.
Deixa estar. Me deixa no estado de graça e faz do teu riso sem graça, minha graça, minha alma. Meu descanso.
Deixa estar como quem segue borboletas para não chegar a lugar nenhum.
Deixa, mas não me deixa.
Onde estiveres sorrindo, eu vou estar.
Deixar estar como se não houvesse nenhum erro.
Como se nosso choro tivesse escorrido em uma janela, que agora deixa o sol entrar.
Deixa estar.
Deixa teu sorriso dentro de uma caixa onde guardo todos os meus anéis.
Porque ele não vai ter fim.
E a cada dia, vai segurar minha mão, como quem procura um laço, um vínculo, um afeto.
Deixa estar.
Me deixa escrever até amanhecer.
Até eu saber que, finalmente, um novo dia começou.
E deixa estar, como quem sonha para não dormir.
Porque você diz que sou boba.
Mas você não sabe que é sonhando que a nossa alma desperta.
E todos dormem.
e deixa estar.
Porque eu sempre vou estar,
Onde tu deixar o teu coração.


(trilha sonora: "Let it be" para bebês, seguida de "Friday I'm in love, também para bebês.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A canção mais suave que já ouvi

(16 semanas e 3 dias)


As letras dizem o que eu há muito eu não sentia.
Eu e você.
Aqui estamos, juntos.
Chorando juntos, sorrindo.
Sentindo saudade.
Sentindo um amor que só cresce.

Porque cada dia fica pequeno pro tamanho do nosso coração.
Cresce o teu, cada vez. E junto, aumenta o meu amor.
Incha, coração.
Mas é de ternura e doçura.
Amor que vai ganhando espaço.
Que vai se acomodando, sem pensar em ir embora.
Vai transformando.
Vai escrevendo uma nova história, que agora, vira música.
E com essa canção, eu durmo toda noite.

É esperança.
É certeza da felicidade.
É uma realidade, que no início, trouxe lágrimas, mas aos poucos vira sonho.

Porque no fundo é isso:

Te amar a cada dia mais é transformar a realidade em um sonho.

E para a gente nunca acordar desse sonho, vou escrever a canção mais linda de ninar.
De amar.

De dormir com teu abraço.

porque amar é abraçar o coração. Pra sempre.

<3

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Para Alice

Uma pequena homenagem para Alice Maciel, uma "leitora" do blog que não conheço. Mas hoje iluminou meu dia ao dizer que adora o blog, tecendo o mais fofo elogio do mundo: ela atribuiu ao blog o poder de expressar sentimentos únicos, e a mim, o dom de tocar corações. (lindo)

Escrever também é esvaziar o coração para poder encher muitos outros de amor.

Mas, hoje, foi Alice quem tocou meu coração ao me escrever, dando coragem e disposição para continuar iluminando tanta gente. Assim como ela iluminou meu dia.

Obrigada, Alice. =*

<3

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Tenta

Escrever com alma é desenhar o próprio coração no papel.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

é preciso ser criança para virar mãe.

(15 semanas e 3 dias)

porque aquela historinha que vou te contar mil vezes sempre vai ter um final feliz.

e na sua pequena cabecinha, só existe final feliz.

e na minha, agora, também.

porque só você foi capaz de me convencer que existem milagres.

afinal, como o mundo pode ser tão cor-de-rosa como você pensa, se o céu hoje resolveu ser cinza?

ai você vai querer um cavalo de presente, mas vai ter que se contentar com um carrossel.

e o melhor de tudo é que vai achar que está ganhando: afinal, um carrossel tem muito mais cavalos do que eu poderia te dar.

e você vai me convencer , novamente, de que realmente existem anjos. São eles que permitem que passarinhos machucados ou borboletas debilitadas possam voltar a voar.

são eles que estão segurando as asas de cada um desses bichinhos, até que eles voltem a ter segurança.

é como machucar alguém: para conquistar a confiança de novo, você segura a mão dessa pessoa por muito tempo.

em outras palavras: até que a asa - coração- machucado possa permitir um novo vôo.

claro que o anjo é mais discreto. ninguém está vendo ele voando.

o mesmo não acontece com as pessoas.

mas o que não sabemos é que quando duas pessoas dão as mãos para tentar caminhar juntas novamente - mesmo depois de tanta dor- existe uma força invisível que assim como o anjo é capaz de mover o céu.

o nome disso é amor.

e para amar, não é preciso muito. só um pouco de dedicação.

e quando existe amor, todos os caminhos se abrem.

é como se o céu estivesse no chão. e mesmo que o caminho seja árduo, a gente ganha sapatos de algodão que cabem exatamente nos nossos pés.


e os caminhos não significam escolhas. e sim, possibilidades. ou quando você escolhe um sorvete de flocos, acha que perdeu o de chocolate?

Na verdade, a gente só deixa outra parte da felicidade para depois.

E para a felicidade, depois nunca é tarde.

Porque, por mais que o dia amanheça triste várias vezes, e por mais que o céu cinza te deixe sem esperança, pode ter certeza de que quando a felicidade chegar,

a gente vai ver e sentir que o tempo não era nada.

era só um caminho obrigatório, que não aceitaria nenhum tipo de atalho.

enfim. vamos chegar lá e virar crianças novamente.

não vai ser tarde para dar as mãos.

vai ser a hora exata que a esperança marcou para nos fazer acreditar em anjos, felicidade e no amor mais puro que possa existir.

ele vai estar em nossos braços.

(de criança, virei mãe. e de mãe, voltei a ser criança)

abraço

um abraço derrete qualquer gelo. ( e se demorar muito, vai derreter o teu sorvete!)

amor

amor é a única flor que brota sozinha. mas preciso de outro para morrer.

escrever

Hoje eu queria escrever no ar só para te mostrar como é jogar palavras ao vento.

sonhos

sonho é uma lembrança que nunca aconteceu e ainda assim é capaz de dar saudade.

sonhos

fui com tanta pressa encontrar você que me esqueci de levar junto.
Olhei para a hora e já era tarde demais para me buscar.
onde?
não sei.
talvez eu algum sonho que se chamasse melancolia.
talvez em algum futuro que se chame saudade.
mas voce nunca notou que eu não estava lá.
talvez porque você tinha se esquecido também de si mesmo.
juntos estávamos sonhando no mesmo lugar.
sonhos que quando a gente acorda esquece o que aconteceu.
só sei que era bom.

e agora, virou lembrança.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

tem um sol sorrindo no papel

já posso ver o teu desenho mudando o meu dia para melhor.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Paz

Um pedaço de céu dentro do coração. :)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

domingo, 2 de outubro de 2011

sábado, 1 de outubro de 2011

de uma tarde de outubro

Porque as coisas pequenas são bem maiores.

Flores dispersas na calçada não fazem mais parte da natureza. Fazem parte de um novo caminho, que um dia vai me levar até você. Eu já não penso no que gosto. Penso no que você poderia gostar.

Será que vai ser do fim da tarde? De sorvete de flocos?

Quais dos pequenos prazeres da vida vai ser seu preferido?

Eu já não olho para o céu e penso que vai cair uma chuva. Ou que mais tarde, nessa cidade tão louca quanto meus sentimentos, a temperatura vai cair. Penso em como te contar uma história, para dizer que o céu é o lugar perfeito para todo mundo.

Tanto que quando a gente se sente feliz ou apaixonado diz que está no céu.

Já penso em brincar com as nuvens e fingir que ovelhas felpudas podem cair na sua cabeça. Por isso, é melhor correr quando chove. Ninguém quer levar uma "ovelhada" na cabeça, menino.

Também penso que sua mão vai ser tão pequena quanto eu me sinto agora, diante de você. Mas ela vai ter a capacidade incrível de curar e transmitir amor.

Porque segurando a sua mão, seremos só um e ao mesmo, nunca estaremos sós, no sentido de ser "só um".

Penso que por você, terei que aprender a perdoar. E por você, vai chegar um dia que terei que exercitar o que eu mesma defini: "perdoar é reciclar carinho".


E agora, em uma tarde de outubro qualquer, penso em como nos momentos de mais desordem interior, a felicidade vem em pequenos pedaços. E se a gente juntar (para isso, nem é preciso ser bom em quebra-cabeça), a gente pode deixar a vida mais leve.

Penso que agora tudo parece difícil. Mas é justo essa hora que começamos a nos esvaziar de nós mesmos. É por isso que você vai gostar tanto de balão de festa.

E se esvaziar talvez seja o mesmo que as árvores fizeram com as flores, que agora, já estão na calçada. E que agora, fazem parte do meu caminho.

Aí começo a imaginar o futuro. Penso em como as dificuldades nos fortalecerão a ponto de aceitarmos o que a vida nos deu.

E mais que isso, enxergar como um presente.

Imagine, filho, que lindo dom é esse. Mais do que um pedido, você chegou de repente. Como um presente. Uma surpresa.

Você já parou para pensar no tamanho de tudo isso? A gente, por exemplo, não escolhe nossos irmãos. E eles passam a ser o nosso mundo, o nosso sentido, a nossa força, o nosso maior amor.

Por isso, hoje, quando eu passar a mão na barriga, eu sei que é no seu coração que estarei fazendo carinho. E quando a gente dá, também recebe.

E fazer carinho no coração é o jeito mais simples e, ao mesmo tempo, intenso de amar.

Porque as coisas pequenas são bem maiores. Mas as coisas que parecem maiores também vão ficar pequenas.

meu pequeno.

Quando a gente tenta amar.

E não consegue.

Quando a gente quer gritar que precisa de carinho, mas os medos não deixam.

Quando a gente só precisa de um abraço, mas não consegue estender os braços.

Quando eu precisava de você e não soube dizer.

Quando a distância parecia machucar.

Quando o silêncio gerou incerteza.

Quando a gente fica pequeno diante de sentimentos intensos.

quando tudo escapou de nossas mãos.


só um abraço resolvia.

uma nova história - 13 semanas e 6 dias.

Segunda são 14 semanas de uma vida dentro de mim e do meu coração. Mas pra mim, é a primeira semana.
O dia em que me levantei de madrugada, não me sentindo tão bem. Mas o dia em que me ajoelhei. Abri meu coração e me senti viva. O dia em que descobri que estar perto de Deus é sentir amor.
E hoje, tudo começou novamente. Porque hoje, senti meu bebê, meu grande amor, em meus braços, como nunca.
Me senti mãe pela primeira vez. Mãe que ama. Mãe que luta. Mãe que chora. Mãe que achou, por um momento, que perdeu o "centro". Mas que agora, descobriu que se perder faz parte do processo.
É preciso começar do zero. É preciso abrir uma página em branco e escrever uma nova história.
"Escrever é sentir o coração na ponta dos dedos". E agora, tenho dois corações. E tenho a primavera, que de fato, se despedindo do frio e se abrindo para as flores, começou agora, junto comigo.
A partir de agora, o blog vai ser contado em semanas. Em cada uma delas, as impressões de recomeçar e se sentir mais viva. Em cada uma delas, o desejo de superar, de viver, de amar, de ser feliz, sem precisar de nada. ( Só da primavera).

A primeira impressão é : já não sou mais eu. sou eu e você. e você, sendo parte de mim, me faz ser diferente.

tenho todos os sentimentos do mundo ao mesmo tempo.
e todos se traduzem em amor.

e no meu coração, o desejo de transformar vida em alegria.

Filho, esse vai ser o maior presente que vou te dar. =)

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

por falar em saudade

a saudade é uma cadeira vazia no coração.

Águas de Março

"É a promessa de vida no teu coração"



(março de 2012: o lugar mais esperado do ano)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Recife

+ tiaguinho+ família.

Meu coração é lá!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Se eu te contar, tu guarda segredo?

Era uma vez um menino que adorava contar segredos.
Porque no seu mundo de menino amarelo, segredo era uma forma de ficar mais perto de quem se ama.
Era como dar o coração a alguém E mais que isso: era pedir para essa pessoa guardar o seu coração.
Porque se você notar, ao contar um segredo a alguém, você está compartilhando parte do seu coração. Que agora, passa a ser também do outro.
Ficou difícil?
É só pensar no amor.
O segredo mais antigo do universo.
Guardado a sete chaves em uma chave-mestra que abre todos os corações da humanidade.
Tudo bem, exageramos. Mas era o único jeito de fazer você entender que falar baixinho é uma forma de falar diretamente para o coração.
Ou você já viu alguém rezando bem alto, gritando para os 4 cantos do mundo?
Ih, parece que já vimos.
Deixa pra lá.
O que desejamos falar é que esse menino gostava de ouvir um sussurro em seu ouvido.
Contar um segredo baixinho é uma forma de transformar o vento em palavras.
Entenda a diferença: transformar o vento em palavras e não e jamais, em hipótese alguma,” jogar palavras ao vento”.

E que delícia é sentir o vento em palavras. Não existe nada melhor do que fazer isso e fechar os olhos. Ter que fechar os olhos quando o vento chega é uma forma de sorrir com os olhos. Algumas pessoas, como esse menino, são especialistas nisso.

Por isso, o segredo que esse menino queria contar hoje chegava diretamente do coração. E mesmo fazendo sorrir, era invisível aos olhos. E só ele entendia.


No mundo fofinho dos segredos, interpretar um coração é um dom tão difícil quando não desejar sorvete no verão.

Mas ele, graças ao vento e ao sorvete de morango, também tinha o dom de interpretar o coração.

Dizem que o amor é cego. Por isso, tocando em seu próprio, ele podia sentir, como se fosse em braile.

Mas fala logo, estamos ficando curiosos.
Afinal, qual era o seu segredo?



“eu te adoro”.

Disse seu coração bem baixinho para o vento.
Nessa hora, o menino que adorava contar segredos, corou.
Como pode?

Mas daí ele interpretou seu coração e entendeu que “eu te adoro” é o amor mais tímido que existe.


e como já era verão, ele ganhou um sorvete de morango.

(esse ele não ia dividir com ninguém)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Carinho

Carinho é amor em conta-gotas.

Abraço

Para toda despedida, um abraço.
Então me abraça para o medo ir embora.

sabia?

A felicidade só estava escondida por medo que a levassem embora.

bebê

Você,

que do primeiro passo, vai cair no meu abraço.

da felicidade

riso: essa musica suave que só acaba quando faz cócegas no coração.

Tum-tum

Quando ouvi teu coração, eu escutei o meu dizendo "eu te amo".

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Deus




Presente de @igormoura para o neném mais gordo do mundo.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Uma carta para meu maior sonho

Um dia você vai querer saber por que o arco-íris tem tantas cores e por que jujuba não se chama arco-íris.
Não vai entender por que o céu parece cinza quando é nosso coração que está apertado.
ai vai sentir que coração apertado parece um nó, que ninguém sabe como foi parar ali.
exatamente como os nós da gravata que papai não gosta de usar.
Aí você vai passar pela fase de sentir alegria com algodão-doce.
Vai se sentir dono no mundo por ter um pedacinho do céu em suas pequenas mãos.
aí você vai querer correr bem muito, até cansar.
o que vai ser suficiente para você admitir que nunca vai conseguir vencer o vento.
é melhor parar e sentir o mundo em seus pés, voando.

um dia você vai me perguntar por que não pode voar.
Primeiro, vai achar que passarinho é super-herói.
E depois, vai entender que super-herói não é passarinho.
Pudera. Eles não tem a missão de salvar o mundo com uma linda melodia.
Ai você vai gostar de ouvir música e se sentir mais vivo.
Vai começar a brincar de registrar lembranças com músicas.

uma espécie de fotografia com efeito preto e branco.
aí você vai entender por que os cachorrinhos são felizes (a maioria deles).
Dizem que eles enxergam o mundo em preto e branco.
Ta aí uma coisa que nem eu nem seu pai poderemos provar.

Um dia você vai sentir o cheiro de pitanga e entender que isso faz mamãe feliz.
vai sentir amor através de cheiro e vai sentir também que cheiro dá saudade.
Que linda descoberta: tão pequeno e já sente saudade.
No início talvez você chore, achando que saudade significa "separação"

Mas ainda bem que você vai ficar esperto o suficiente para saber que saudade é estar ainda mais perto.
aí você vai me abraçar até dormir e vai pedir uma história,

ou uma estrela.
será que você vai contar estrelas?
Eu nunca vou te dizer que contar estrelas dá verrugas.
mas dá vertigem.

tudo bem, no nosso pequeno mundo do amor e da saudade,
contar estrelas é uma forma de fotografar o céu.

E contar carneirinhos é um jeito de ficar ainda mais perto dos sonhos.
e nos sonhos, você aprendeu que tudo é possível:

jujuba pode ter sabor de pitanga e você pode voar.

E que lindo passarinho é a saudade:
seu canto está sempre perto, mesmo que você esteja longe.

aí eu vou te contar o maior segredo de todos: ( se você conta estrelas, eu posso contar segredos)

Você era meu sonho e eu nunca soube disso.
Com você, tudo é possível.

(eu sou tão grande, meu filho, e só agora descobri que você é sinônimo de amor).


ps: com amor, tudo é possível. ( você acaba de descobrir o que é um clichê)

pra sempre.

mentiras, falsos passos
mensagens à toa
caminhos diferentes.
tentativas tolas
de adivinhar o que se sente.

do que ficou, restou.
uma dor
uma felicidade amarelada,
uma camisa amassada
um destino previsto em palavras amargas

para onde vai?
sem direção
do sim ao não
do engano à tentativa-erro.

do erro de ser nós dois.

errou-se o caminho.
mas pelo menos, o tempo não passou.
não ainda.
e que riso sem graça parecia a felicidade.

e agora?
agora, o fim do início.
e a maior de todas as alegrias.

o caminho mais incerto.
o atalho da felicidade:
o pra sempre.

Me leve que serei leve.




...

Inspiração em música

Quem é você, que usava a máscara da inocência,
e do riso, fazia uma festa temporária?






"eu sou tão menina...
meu tempo passou."

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Filhinho

- Mãe, hoje aprendi a fazer um poema.
- -Fala dele pra mim, filhinho.

(menininho de 6 anos mostra o desenho de um coração).

- ô Filhinho. Mas você desenhou um coração.
- Mamãe, coração é amor. E amor, um poema.
- <3

Coração

Roubou a flor mais bonita e deu pra ela.
Justo ela que tinha roubado o seu coração.

E

Quanto mais longe, mais perto.
Quanto mais lágrima, mais alma.
Quanto mais saudade, mais coração.

Quanto mais amor, mais longe.

Leãozinho

Oown.



"Para de se entristecer, leãozinho..."

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

...

Oown.

Do blog de Igor (L):

"teu sorriso é um cafuné de Deus".


E a propaganda, claro:
http://naoleia.posterous.com/

Música

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

terça-feira, 13 de setembro de 2011

...

a maior prova da falta de amor é ter prazer em se livrar da responsabilidade.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Oi bebê :)

http://www.youtube.com/watch?v=czDA0EH0Q4A

" Pois quando penso em você, é quando não me sinto só.."

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Par

Tua solidão chamou a minha para dançar.
( só porque ouvimos uma música no coração).

Ilusão

A primeira vez que o viu de verdade também foi a última.

Ironia

Se começou pelo fim, onde está o " final feliz" agora?

Rafa

Não importa a distância se temos o mesmo céu.

Partir

Partir de dividir o coração ou partir de ir embora e me dividir de você?

Tédio

Coração vazio: o domingo do amor.

Céu

O chão está cheio de estrelas. Ou foi você quem me fez pisar no céu?

Verso

Estrela-cadente te faço um pedido.
Calcula a distância de um amor perdido.

Para dormir

O teu abraço é conforto para meu coração. E teu coração é travesseiro para minha alma.

Lição

Nunca. Jamais confie em quem você conhece pouco.
(quanto mais você abre o coração, mais essas pessoas podem abrir suas feridas)

(para uma desconhecida que se fez de boazinha)

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Paz, finalmente :)

Essa nuvem felpuda dentro do coração.

Tiago ou Joana

Falta pouco pra saber. Mas é suficiente para amar.
Para proteger do mal. Para fazer carinho de madrugada.
Para conhecer o amor eterno. Para viver o mais puro amor.
Por que o resto do mundo importaria?
tum-tum.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Fácil

Só conseguia mentir pra si mesmo. Assim não tinha que olhar nos olhos.

Canção para você viver mais

Amor.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O caderno

Para meu bebê:

http://www.youtube.com/watch?v=6io8u97VxUg

(a música que eu mais escutava em um velho vinil, quando pequena e já sonhando com o futuro).



quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A música de hoje

Linda. <3

Good Old War!

http://www.youtube.com/watch?v=l9vFKJ2JWN4

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Estrelas

Dessas trilhares de estrelas do céu, eu te encontrei e ganhei o céu.
( o céu de uma só estrela).

Abraço

Abraço especial é carinho na alma e cócegas no coração.

Demorei anos (parte 2)

Primeiro:http://cincominutosparaler.blogspot.com/2010/11/demorei-anos.html


Eu demorei anos para descobrir que nós não temos o mínimo controle sobre nada.
E auto-controle nada mais é do que um perfeito equilíbrio em aceitar isso em paz.

Eu demorei anos para saber que algumas pessoas existirão pra sempre em nossas vidas. Elas fazem parte do que chamamos de família.
E sim, família é o que mais se aproxima do amor - eterno - e do perdão obrigatório.


Eu demorei anos para notar que algumas coisas ficam pequenas do tamanho de uma formiga. Não necessariamente precisamos amadurecer para notar isso. É culpa do tempo. Quanto mais o tempo passa, menores os problemas parecem ser. (e quando os problemas viram formigas, já sabe: não tem com que se preocupar, afinal, formigas já trabalham sozinhas e conseguem se virar muito bem).


Demorei anos para notar que algumas singularidades nos tornam crianças para sempre. Mas o que vai fazer a gente ser adulto mesmo com jeito de criança é saber separar as coisas:
o lado criança deve representar as nossas qualidades. E nunca nossos defeitos. Se for o defeito, aí sim, estaremos encrencados.

Demorei anos para notar que ser pessimista é só uma forma de fingir que somos auto-suficientes. Mas para felicidade, isso não é suficiente.

Demorei anos para notar que os momentos mais felizes deixam lembranças que viram presentes. Se você passou o dia com alguém e teve minutos marcantes a ponto de saber como dar um presente a ela, parabéns. Você chegou na "caixinha" da lembrança.

Eu demorei anos para saber que a música, a chuva, o sol e as estrelas fazem parte da alma. E fechar a janela para não deixar a chuva entrar não é abdicar de estrelas. É só um cuidado de enxugar as lágrimas e esperar o sol chegar.

Eu demorei anos para descobrir que a maior dor do mundo não é prender o dedo na janela. E sim é que ela fique fechada pra sempre, a ponto de não deixar a dor passar.
Quanto mais velho ficamos, mais abstratas são as dores.

Eu demorei anos para descobrir que é possível amar o que não conhecemos, apenas quando isso permite que nos conheçamos mais e mais.

Eu demorei anos para descobrir que meus maiores sonhos não vão conduzir a minha vida.
A minha vida, essa sim, é que vai conduzir os meus sonhos. E ter a capacidade de mudar, aceitar e encarar pode trazer realização e felicidade.
E sendo bem honesta: realização pode significar um sonho que nem eu sabia que existia.

Demorei anos para descobrir que o coração é um pequeno milagre. E ouvir um pequeno coração bater é a maior emoção que pode existir. ( mesmo sem existir, de fato)

(tudo virou formiga)


Eu demorei anos para descobrir que o amor é um milagre. Só ele transforma a vida e é capaz de colocar todas as estrelas dentro do coração.

(por isso que demorei anos para descobrir que um coração cheio de amor é capaz de iluminar a vida).

<3

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Você



Que eu ainda não sei como é. Mas sei que vai ser meu primeiro amor.

Primeiro amor aos 27 anos não é muito comum.

Mas dizem que os maiores amores são assim: chegam sem avisar e a gente ama profundamente.

Porque é para você que agora dedicarei tudo que escrevo.

O carinho mais puro.

A ternura.

O sono mais tranquilo.

O seu. Não, o meu.

Porque agora, tenho dois corações.

E um deles é bem grande pra confortar o seu.

Porque agora, não tenho mais nada.

É tudo teu.


<3 (bb)

De Mari para mim :)

mari para mim

<3

'tem vez que as coisas pesam mais do que a gente acha que pode aguentar
nessa hora fique firme, pois tudo isso logo vai passar
você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.'

(felicidade - Marcelo Jeneci)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Origami

Foi com papel, cola e tesoura que Marina montou um novo coração pra ela.
Desde o último amor, nunca mais tinha sentido seu coração.
Fez terapia, acupuntura e até tentou natação. Mas nada deu certo.
No fim, chegou à conclusão que ele havia se desintegrado em pequenos pedaços que jamais poderiam ser colados.
Bem que podia ter acontecido a laser. Dizem que essas coisas modernas são mais rápidas e menos dolorosas.
Mas não. Foi estilhaçado mesmo, igual à janela quebrada por bola de futebol de menino desastrado. ( de preferência, em história em quadrinhos).
Por sinal, o menino que fez isso com seu coração tinha uma bola, um péssimo futebol e várias janelas estilhaçadas em seu currículo.
Daí, Marina, pensativa que era, fez metáfora pro coração:
A falta de talento com janelas deve significa falta de talento com coracões.
Mas tudo bem. Sorte dela que podia fazer aula de artes e brincar de cola, papel e tesoura.
Há quem diz que um coração partido nunca mais volta a ser o mesmo.
Já a menina preferia pensar que não tinha um coracão partido: e sim um coracão repartido em vários novos prazeres que foi obrigada a descobrir.
Afinal, ela precisava de alguma distração pra sentir menos dor.
Foi assim, por exemplo, que descobriu o fim de tarde no telhado. Ou descobriu que o brilho da maçã argentina no escuro, tinha um efeito lindo numa foto com flash.
Parecia um novo planeta. Parecia mais uma descoberta da menina de novos prazeres. Aliás, a própria aula de artes era um novo prazer. Recortar e colar coração também.
O que a menina ainda não conseguia descobrir era como poderia fazer um coração de papel bater.
Pensou, pensou.

E não teve nenhuma idéia, além de vários papéis em branco descartados na pequena lixeira do seu quarto.

Tentou recortar e colar um tambor. Mas ele era mais silencioso que a casa da sua avó de madrugada.

Nada parecia dar certo. No fim de tudo, resolveu se conformar com seu novo coração de papel com tambor silencioso. Pelo menos assim, ninguém podia se escutar.
E ela poderia fazer o que mais gosta: se esconder.

Até que um dia, numa dessas aulas de artes divertidas, um menino fofo pediu o coração de papel. E mal sabendo pra que servia, fez a pergunta mais ingênua e doce do mundo:
“Posso escrever meu nome nesse coração? É pra testar a caneta”.

Bom, parece que a caneta era eficiente. Porque até hoje, o coração de Marina bateu mais forte.

(e o menino escutou).

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Filme.

"Ao vê-la indo embora, Ray sentiu uma perda. Como é possível ele, sofrer por uma mulher que manteve à distância, justamente, para ele não sentir falta dela quando fosse embora? Só então percebeu o quanto querer só uma parte dela fez os dois sofrerem. E como não podia justificar seus atos, exceto por... a vida é assim".

filme lindo. foi uma surpresa. :~



(a garota da vitrine): http://www.adorocinema.com/filmes/garota-da-vitrine/

sábado, 9 de julho de 2011

a cada

a cada amor, morre um pouco da gente.
e a cada novo amor, morre uma dor da gente.

terça-feira, 5 de julho de 2011

E lágrima?

Melancolia: essa tristeza sutil. Sutileza: essa beleza na melancolia. Tristeza: essa melancolia sem beleza.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Desabafo

escrever é sentir o coração na ponta dos dedos.

Perdoar

perdoar é reciclar carinho.

E depois das cartas?

Todos os posts de amor são ridículos. Não seriam posts de amor se não fossem. Ridículos.

fugindo...

minha saudade acaba de cometer suicídio.

Marcador de Livro

tudo passa, mas tudo fica.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Foi você.

Foi você.

Foi você que encontrou o que eu tinha perdido.

Foi você que desencontrou o que eu havia ganho em tanto tempo de vazio: horas de sono.
Você não me deu nenhuma nuvem, mas me deu o melhor sorriso de um dia nublado.
Você não chegou com promessa. Não chegou com palavras. Não prometeu ser único.
Chegou com o coração machucado. O único que me beijou em palavras.

Não anunciou a sua chegada por dias, como quem espera alguma surpresa.

Chegou de surpresa. Não pediu nada, mas levou um pouco de mim.

Levou o que eu tinha perdido.

me fez descobrir que saudade nem sempre dói.

Saudade nem tira o ar.

É ela que faz respirar de novo e se sentir um pouco vivo.

Foi você que deslanchou meu mundo.

Desmanchou minha dor.

E quando tudo parecia perdido,

Era só o dia que estava amanhecendo.

(e se depender do teu sorriso, nunca mais vai anoitecer em mim).

Continua

Recomeçar: é só um começo que já passou pelo fim.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

é.

Não é descontrole. É o coração saindo pelos poros.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Desculpa?

Não o pedido. Mas o motivo que precisava para te ver.
Ta bom. Agora, é um pedido.

longe

Por que a saudade sempre escolhe o caminho mais longo?

É triste. Não leia.

O amor não acaba.
Morre.
E como todo morto, ele fica frio.

Shh

engano seu achar que o silêncio tem a ver com a solidão.
Foi no silêncio que pude escutar teu beijo.

Da série "brega".

teu beijo foi o atalho que peguei para encontrar o amor.

Despedida

É só a sua alma que se despiu de mim.

tempo

Que coisa é a vida.
Esse pequeno círculo girando o tempo todo em torno de si mesmo. Ou de mim mesmo.
Que nunca pára. Como se fosse um pequeno relógio.
Não sei que tipo de relógio. Mas está sempre tentando alcançar alguma coisa.
Será que “alcançar alguma coisa” se chamaria “hora certa”?
Mania da existência de viver em função da hora certa.
A hora que parece nunca chegar, mas é a hora sensata.
Mania de querer fazer tudo como manda o figurino.
Café da manhã tem que ser sempre antes do trabalho com gosto de iogurte e obrigações diárias, que logo cedo, talvez se resumam a comer frutas.
Nunca é tapioca vendo o pôr-do-sol. Isso sairia e muito do script do relógio que fica circulando em torno de nós mesmos. Nenhum relojoeiro conseguiria resolver esse problema.
Diga-se de passagem: o relojoeiro nesse processo somos nós mesmos. Mania de controlar o tempo e afins. Mania de “hora certa”
E a hora certa para viver? Hora certa pra amar. Hora certa pra sofrer. Verdade que tudo tem seu tempo.
Mas dolorosa também é a verdade de passar o tempo esperando uma hora que nunca chega. Até porque, abstraindo por segundos do relógio, ele passa de 10 paras três para às 5 e meia, em apenas um cochilo.
Dorme-se no ponto esperando a hora certa.
Vamos ser prudentes. Vamos almoçar de meio dia. Tomar um café às 13:30.
Vamos dar volta sobre nós mesmos para assim, finalmente, começar a sentir alguma vertigem.
E haja tempo para isso.
Estaremos seguindo algum tipo de script com final feliz?
Sensatez. Quem inventou essa palavra, provavelmente tem 12 relógios em casa.
E provavelmente, sabe responder essa pergunta.

Mas tudo bem. Faz de conta que por um segundo, você esquece todos os relógios do mundo.
Faz de conta que todos eles pararam.
Agora, sim, você tem controle sobre o tempo.
Quando o relógio para, é a vida que começa a girar em torno de você.
É isso.
Aí sim dá vertigem, calafrio e até medo.
Mas é vertigem boa.
É vertigem que não espera a hora certa. Porque não existe hora pra nada.
É vertigem de saber que a vida não está passando por mim enquanto eu “não perco a hora”.
O tempo parou.
E parou. E parou.
e por um passe de mágica, só assim, a vida me consertou.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Abajur

O dia apagou a luz.
Quem pediu para anoitecer?
Não era eu que pedia estrelas quando podia ter o céu azul.
Quando podia ver todos os seus detalhes e não sentir medo.

Mas o incrível era que o frio não veio junto com a noite.
Ela veio aquecida.
Bem de repente.
De repente e devagar como deve ser.
Mais rápido, quando não se espera.
Quando pega de surpresa.
E apega.

E lá se foi a noite.

De repente, o dia acendeu a luz.
E agora, a saudade tem nome.

.

apaga a luz?

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Rumo, prumo e afins.

Do abraço,

se fez um rumo

de um ninho: só pode ser um caminho.

Sem volta?

Não. Sem saída.

Me peguei dando voltas.

Em volta, era um abraço.

Meu passo.

Teu laço.

É a saudade.

é você de volta.

e eu? Perdi o rumo.

Meu prumo? É você.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Mil Nomes

Era uma vez um cavalo e um monte de cavalos iguais a ele. Mas o que
vamos descobrir agora é que ele não é bem igual aos outros. Esse cavalo
não tem nome. Ele é o cavalo de vários nomes. Todo dia chega uma
criancinha nova e dá um nome a esse cavalo.

Ele é um cavalinho de um carrossel. E ele não é bem igual aos outros
do mesmo carrossel. O cavalo de mil nomes tem um sonho. Ele quer levar
suas crianças pra muito mais longe dali. Até onde nem seus pais possam
enxergar, mas mesmo assim nem pensem em ficar preocupados. Eles
confiam nos cavalos de Mil Nomes. E as crianças confiam ainda mais. Elas
contam segredos que nem contam
para seus amigos. Elas fazem carinho na sua cabeça, como se ele fosse um
cavalo qualquer por aí, fofinho. Cheio de brilho. Mas o que elas não
sabem, é que o brilho mesmo dele vem de um lustra móveis. Bem, mas isso
é apenas um detalhe.

O importante agora é que cavalo de Mil nomes recebe nomes engraçados.
Ele já foi chamado de melancia, de corcel (que honra), de espadinha. E
acredite, hoje, um menininho triste o chamou de amigo. Simplesmente
amigo.

Foi ali que Mil nomes quis sair do seu simples carrossel. Ele quis voar.
Como pode? Um cavalo preso a outros cavalos. A mil charretes. Voar?
De tanto brincar com criancinhas, Mil nomes criou lugares imaginários. Na
idade dele, porque mil nomes já tem 40 anos, não é muito comum criar
amigos imaginários. Mas lugares, sim.

Mil nomes já quis ir pra Grécia. Já quis brincar com cangurus na Austrália.
De tanto carregar crianças, eles às vezes sonha que é um canguru.

Ele já quis fazer parte daqueles filmes de faroeste. Já sonhou em ser
um desses cavalos por aí, valentes. Desses do filme que o moço que toma
conta de carrosssel assiste antes de ir pra casa. Nesses momentos em que
eles está sozinho. Sem crianças, sem alegria, sem pirulitos.

ah. Mil nomes tem um segredo. Quando as crianças estão longe, os adultos
viram crianças. eles sobem em Mil nomes escondido - é nessas horas ele
fica morrendo
de dor nas costas - e começam a brincar.

É por isso que Mil Nomes é um cavalinho feliz. Não só por que ele é
amigo.

Ele é feliz porque não é só ele que tem sonhos. Naquele carrossel, todo
mundo aprende com uma criança. O mundo vai girando, e lá está Mil
nomes indo de cima pra baixo, de
baixo pra cima. Mil nomes fica triste quando se despede das crianças. Mas
faz parte do
trabalho, né? Hoje ele ficou feliz de novo.

Aquele menininho, que o chama de amigo, disse que sentiu a falta do
cavalinho. Disse que ontem, Mil nomes levou ele pra passear, pra bem longe dali.
É isso que deixa Mil nomes verdadeiramente feliz.Ele tem mil nomes.Já conheceu vários lugares. Já foi pra bem longe.

Tudo isso, só rodando e indo de cima pra baixo, de baixo pra cima. Tudo isso no mesmo lugar. E acredite. Ainda assim, ele é capaz de sentir saudades.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

longe

A saudade não tem juízo.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Viva o vazio

Um copo vazio nunca está totalmente vazio. Ele está cheio de ar. O ar que não quer sair do pulmão. Que sufoca por dentro. Que ensaia uma tentativa de liberdade. Mas na verdade, ele só vai e volta.
É como um balão de aniversário, mas sem festa.
Alguns convidados chegaram, mas encontraram o salão vazio. Podia ser pior.
Podia ser o aniversariante chegando e encontrando ninguém para sua festa.
Sem festa, sem presente.
Só o ar.
Ar rarefeito.
É esse ar que provoca um efeito tão grande na sua vida e nenhum efeito no mundo.
Não mexe nem uma folhinha de uma árvore.
É verão e as árvores continuam secas: ta aí um bom cartão postal para a desesperança.
E adivinha quem vai receber? Ninguém.
Porque nesse lugar, nessa cidade sem nome, cidade de ar preso. Cidade sem efeito. Não existe correio.
Não existe janela.
Existe uma fresta. Deveria ser o coração.
Esse, sim, poderia dar algum alívio. Podia ser leve.
Mas leve, como? Nesse ar denso?
Olha ele aí flutuando. Flutuando como se estivesse imerso em algum copo d’água.
Mas não esqueça: o copo está vazio.
Está cheio de vento. Vento frio que acaba de entrar por sua janela.
Pela fresta. Pelo coração.
Ainda bem que ele bate.
E se ele bater mais forte, você vai flutuar.
Prazer, felicidade.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Abraço

Abraço é como um laço apertado.
E por isso, parece um presente.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

São Paulo

São paulo é frio na alma e cócegas na barriga. É a beleza que se descobre aos poucos. Beleza por beleza é paisagem. E digamos que se São Paulo fosse um cartão postal, seriam as letras ensaiadas que você escreveria para mandar para alguém. Ensaiadas, porque imersos no computador em solitárias noites de frio, ninguém sabe mais escrever no papel.

Incrível, mas em São Paulo dá para escrever mais no papel. Em São Paulo, você descobre. Aprende, inclusive a se descobrir sozinho. Algumas vezes, não mais se reconhece. Onde foi que ficou aquela mania de reclamar dos mínimos defeitos das pessoas? Você dá valor aos poucos instantes que passa com elas. E a mania de achar que o mundo para enquanto você conserta um coração que partiu?

Não dá. A cidade vai girando. E você vai junto. Leva uma porrada e sai andando com ela. E o pior: sai andando sem saber o que vai acontecer. Tentativa-erro. As vezes até arrisca um cachecol de lã em um sol quente. E nem sempre você acerta.
O sol também pode ser frio.

E na pressa, você tem medo de esbarrar em si mesmo. Medo de lembrar do passado, das coisas que ficaram. Medo que elas voltem a assombrar você, justo quando você está sozinho. Mas calma. Para por ai.

Dá para descobrir beleza onde não tem. Dá para se esconder quando quer e até quando não quer. Dá para passar despercebido quando quer chamar atenção.
Dá para sentir amor platônico mesmo quando o fogo queima. E queima.


Dá para dividir solidão com outra pessoa. Talvez seja um dos únicos lugares do mapa para fazer isso. Os melhores.
E solidão dividida por dois pode virar amor. Amor que se inventa para preencher madrugadas sem sono.

Ninguém fala em São Paulo. Ninguem tem tempo. Você é superficial com a maioria das pessoas e mais intenso com você.

Em São Paulo, descobrem-se sentimentos. Descobre-se o outro.
Em São Paulo, o tempo também pode parar como em uma praia no meio do nada.
A graça de São Paulo é fazer praia dentro de você, quando lá fora é cinza.

Um dia você descobre: o cinza por aqui pode ser só uma cortina.


( Setembro de 2010, em São Paulo)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Desesperança.

ou

Registro de uma manhã fria.




São 11:00h. E o mundo ainda não amanheceu.
Como assim? Ninguém explicaria isso.
Mas ainda é noite. E o que é pior: noite de Domingo.
Essas frentes frias sempre trazem surpresas. Frio na alma e coração nublado são as mais visíveis dela.
Há esperança pro futuro? Talvez.
O perigo é só o coração se acostumar com a fofura das nuvens. Não é exagero.
Mas tem tristeza que tem preguiça de virar alegria.
Sabe aquele dia que amanhece friozinho, e por isso, te dá o direito de tomar um balde de chocolate quente?
É esse o atrativo da tristeza. Ela chega e não vem sozinha. Traz cobertor, carinho, escuro, e um monte de jujuba colorida que tenta te persuadir a não sair do seu cantinho.
O nome desse cantinho é bolha. De vez em quando, vem algum incoveniente querendo estourar a bolha, brincando logo de quê? Bolhinha de sabão.
Ainda bem que essa super bolha tem 5 camadas de proteção e nenhuma delas se chama sorriso.

E a desesperança continua insistindo que hoje não amanhece de jeito nenhum.
Não é hoje que vou ver um céu azul. Não é hoje que o coração vai ficar leve.
E pra quê coração leve? Vai voar?
Até poderia. Mas só se fosse pra um lugar longe. O que acha de um lugar onde já amanheceu?
Tem até passarinho cantando e um coracão com poucas nuvens.
Talvez. Mas acho que hoje eu levaria chuva pra esse lugar.
E lá vem a tristeza de novo. Dessa vez ela trouxe um guarda-chuva. Colorido que nem jujuba.


Cheio de desesperança.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Bolhinha de Sabão

O plástico bolha que se dispersa no céu.

Noite

Teu sorriso amanheceu o amor que ainda sobrou em mim.

Perdão

Perdão sem amor é uma palavra jogada à toa como uma bolhinha de sabão.
Só que sem riso.

Talvez

A certeza mais tímida que existe.

Talvez

Pode ser sim. Pode ser não.
Pode ser noite. Pode ser dia.
Pode ser abraço.
Pode ser saudade.
Talvez seja você.

Nunca

O teu nunca sempre foi um motivo a mais

Uma risada a mais.


Um pouco de esperança.


O teu nunca sempre foi um pouco do meu nada.

Um martírio. Uma dança.


O teu nunca sempre foi um espere um pouco mais.

Foi meia hora de silêncio, quando eu só queria um minuto.

Sempre foi um sorriso de ternura quando podia chover.



O teu nunca sempre foi fim de tarde.

Calçada vazia e céu vermelho.

E para fazer um contraste não tão belo.

Foi meu sorriso amarelo.



O teu nunca sempre foi a hora devagar.

Sem pressa.

O instante em que meu sorriso se perdeu no teu coracão.

O teu nunca sempre foi meu elo.



O teu nunca também é sempre.

É sempre um carinho desengonçado.

Uma cosquinha que se faz no céu.



Uma nuvem branca, um papel amarelado.


O teu nunca é meu.

Pra sempre.

sábado, 26 de março de 2011

A sorte foi lançada

Anamaria pegou o
buquê de casamento mais disputado da cidade.Casamento chique aquele.
Com direito a Castelo medieval, o melhor padre da região, e até pratos que eram escolhidos pela
nacionalidade.

E ainda tinha o grande astro da festa: o vestido de casamento.
Só naquele vestido,meu deus, a noiva poderia comprar um carro popular de presente para seus futuros 3 filhos. E olhe que ela só queria um.

E Anamaria nem era tão chique assim. Conheceu a noiva na fila de uma lotérica. Sorte? Talvez.

Fila imensa. Notando a preocupação da fina moça , afinal, vida de noiva é bem corrida, Anamaria cedeu o lugar da fila.

Desde então, virou melhor amiga de Carla Patrícia.

Ensinou a garota a pintar a mão, deu truques de maquiagem e ainda ajudou no discurso de casamento. Era o sonho da vida de Carla patrícia. Era o comeco do sonho de Anamaria.

Mal sabia que a fila na loteria mudaria sua sorte. Pegou o buquê de casamento. Meu deus. “ Será que meu futuro marido está aqui?” Pensou olhando por entre convidados.

Focou em um deles, que focado na “nacionalidade brasileira” do buffet, ficou constrangido, por ser pego em flagrante, tentando morder um caranguejo sem nem usar o martelo.

Olhou um pouco mais adiante e viu um bêbado engraçado dando em cima de todas as madrinhas. Corou. Podia ser qualquer um deles.

A sorte do amor estava lançada. E entre tantas ricas donzelas, foi Anamaria quem pegou.

Mal sabia Anamaria que sorte de buquê é sorte jogada. E dos outros.É praticamente um
bomborim da infância.

Que azar. Seu marido seria simplesmente escolhido da mesma forma.
Aliás, como muitos casamentos também são. Ficou ali entre várias mulheres, tentando chamar atencão, pulando desesperada.

Casou com o próprio buquê. Casaria com qualquer um, que por sorte, cruzasse o seu caminho. Casou com qualquer um que de fato cruzou o seu caminho.
Por sorte, era o moço do caranguejo.

Mas como ao contrário do buquê, casamento não é feito só de flores, a coisa não deu muito certo. Em pouco tempo, já não suportava mais o jeito dele comer.

E aquele romance nem tinha tanto encanto. Já não suportava mais vê-lo ensaiando a marcha nupcial para tentar fazer Anamaria sorrir.

Mal sabia ela que destino, não necessariamente significa sorte.
Desviou o caminho da loteria pra sempre. Nunca mais foi a um casamento.

E se pudesse voltar no tempo, com certeza, daria aquele buquê, aliás, aquele marido, à primeira convidada desesperada.

Aquela que pulava com um salto agulha 25 cm merecia mais.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Porquinho 2

Tempo é dinheiro. Acho que o porquinho de moeda engoliu um relógio.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Epitáfio

Maximiliano Alves Motta tinha 39 anos e poucos ideais.
Apegou-se à rotina. Na sua idade, sem filhos e com um emprego medíocre, era a única coisa que podia gerar algum tipo de afeição à vida.
Sentia prazer em acordar cedo, olhar as plantas e mais ainda em ler o seu jornal tomando o café sem açúcar.
Tinha uma teoria. Homem que é homem toma café puro. Esse sim merece respeito.
E falando em respeito, o bigode estava lá confirmando toda a sua autarquia.

Mas foi numa dessas manhãs rotineiras, que abriu o jornal e deparou-se com a fatídica notícia: seu próprio obituário. Deu tontura, agonia e até asma.

Não era possível. Mas era exatamente a sua foto: camisa florida e alegria estampada, enquanto curtia um antigo carnaval de Salvador. Uma época em que até amor chegou a sentir por Sandrinha: aquela baiana arretada, alegre e de grandes peitos.

Chegou a pensar que devia estar morto. Tinha acordado no além, só pode. Mas como não viu nem sinal do capeta, nem muito menos de Deus, logo percebeu que não tinha morrido.

Fato era que bebeu tanto que dormiu pensando: qualquer dia eu bebo até morrer. Meu jesus, me abençoa, prometo que foi a última vez.


Mas não foi pra tanto.
Talvez fosse alguma peça do destino. O jornal ta tão moderno que tava adivinhando até seu futuro.
E dessa vez, era possível.
Virou a página no jornal e tinha lá:
25 de Março de 2018.
Faltavam dois meses para sua morte.
E agora? O que ia fazer para aproveitar o tempo que restava?
Quantos cafés de macho ainda despertariam Maximiliano em todas as manhãs?
Na situação de solidão dele, provavelmente, só a rotina iria a seu enterro.
O que por ele, já era alegria demais.

Vestiria a rotina com um vestido rendado branco e dormiria com ela no cemitério mais bonito da cidade. Cemitério onde o coveiro ia gostar de passar todo dia às 6h da manhã, limpar as flores e ler o jornal. Necessariamente nesta ordem.

Mas não era bem assim. Em seu obituário dizia:
"Maximiliano Alves. 39 anos. Homem de bem. Homem que descobriu o amor no fim da sua vida. Homem que lutou até o fim. Corajoso, único."
De sua eterna amada, Sandrinha.

Por um instante, Maximiliano suou. Como possível? Sandrinha, aqueles belos peitos. Aquele sorriso contagiante que ele deixara em pleno carnaval, com olhos de saudade…
Era ela, o seu amor.
Era ela que o faria trocar a rotina. Era ela!!
Por um instante, amou. Sentiu calafrio, sentiu a alma sorrindo.

Até que a campainha tocou.
“é hoje”.
Abriu a porta e levou um tiro. No coração. Logo o coração que acabara de ser flechado.
Já era. Morreu na hora.
Dizia a lenda da cidade: homem que ama só uma vez na vida, morre num tiro só.
Sandrinha correu.

E esquecido e abandonado como era o Maximiliano, azar.

Só descobriram sua morte 2 meses depois.

O obituário saiu atrasado.

E Sandrinha, como a viúva romântica do obituário que fez a população inteira chorar, saiu por inocente.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Porquinho

Abel era um porco-cofrinho gordo. Só colecionava moedas de chocolate.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Luneta

Tinha um brilho diferente nos olhos de Carola.
Ela chegou a supor que poderia ser a lua.

A lua tem dessas coisas. Vez por outra, tem mais estrelas a seu redor do que o normal.

E isso não poderia ser à toa.

Porque foi exatamente nessa época que olhar de Carola tinha mais estrelas ao redor.

Coisa de menina romântica que ainda faz da lua, um filme na noite de sábado. Olhar a lua faz bem à alma, já dizia a menina.
E amar faz bem aos olhos. Como assim?

Começou a dizer que o amor é cego desde que foi ofuscada por um brilho intenso. E esse brilho, nem as estrelas podia roubar.

Nem as estrelas podiam roubar o tal menino de Carola.

O céu, talvez, tenha alguma permissão.

Mas só porque era lá que ela vivia desde que foi ofuscada. O amor não é cego. O amor cega.

E sem ver ela poderia sentir. ( talvez nesse momento, a lua tenha se escondido por trás das nuvens)

Muito mais. E de verdade.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Um conto sobre o desamor

Clarice Maria Reis era romântica.


Bem romântica.


E como todo menina que acordava vendo o passarinho azul mesmo quando dorme pouco , ela sonhava com o momento máximo que descobriria o amor:


Sua primeira vez.



Ainda na flor da sua idade de menina-flor, acreditava ser esse o momento mais romântico do mundo.


Mais ainda do que o casamento.


Nem precisava esperar por ele para descobrir o amor.


Clarice casaria de rosa sem problemas e sem falatório de cidade pequena.


Rosa era sua cor preferida e ponto final.



Então, estava chegando o momento.


Não a hora de subir ao altar. Mas o momento de subir no lugar mais alto do seu estado de prazer. O amor concreto.


Clarice conheceu James.


Nome de príncipe, pensava ela.


O que era raro em uma cidade semi-povoada por tantos Paulos, Josés e Severinos.


Não era isso que sonhava para ela.



James tinha jeito de príncipe. Declicado. Rosto rosado. E seria incapaz de matar até uma barata.



(ponto negativo)



Mas todo mundo tem defeito.


E naquele momento, era o sonho da menina Clarice sendo realizado. Mas como cavalheiro respeitador, James sugeriu casar de branco.


Clarice discordou.


Não estava preparada para casar até conhecer o amor de perto.


Sugeriu uma viagem romântica, quem sabe um parque deserto, para assim concretizar o tão sonhado momento de princesa:



sua primeira vez.



James, com toda a sua delicadeza de macho, resolvou realizar o sonho da menina.



Preparou tudo.


Esquentou até a banheira.


Mas como assim?


Clarice, extasiada com a certeza de ser mulher, demorou para perceber que todos os seus sonhos estavam em um motel.


Exatamente. Beira de estrada.



Com apretechos de macho. Desejo carnal e quadros de atrizes da década de 60 beijando homens e cavalos.


Mas e clarice?


Onde estava o amor?


Ouviu james falar em seu ouvido: “ viu que lindo o amor de Sônia Lima por um cavalo?”



Olhou para si mesma no espelho do teto. A cama vermelha.


O lençol branco.


O outro espelho. Mais espelho.


Em todos eles, podia ver os seus sonhos de amor reduzidos a uma expressão de desespero.


James achava tudo aquilo romântico.


Antes de começar a despir o seu vestido – ironicamente branco- a menina suspirou:


Quero casar de branco.





James concordou.


E assim foram embora. Sem delicadeza. Sem amor.


E por favor, príncipes jamais. Eles lembram cavalos.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Pedro Pendura

Pedro resolveu viver no pendura.
Cansou dessa vida inútil, de interesses. Cansou de depender de dinheiro para ser feliz.
Cansou de contar os reais até para tomar um chopp na padaria. Não dava mais.

Claro que não dava para sair por aí rasgando dinheiro, nem morar no carro.
Ser hippie era um conceito muito ultrapassado.

Afinal, a magia de um só existia no musical Hair. E falando em magia, ela já acaba no estado do cabelo de qualquer um.

Mas pera aí. Hippie morando em carro 1.4 CV. Ok.

Hippie que só toma banho se for de perfume. Chanel.

Ok mais ainda.

Argumentos válidos para acabar com qualquer tentativa de ser hippie.

Viver no pendura era melhor.


Que delícia era tomar o chopp da esquina e dizer: põe na conta.

Que delícia era chegar no restaurante chique. Levar a mulher para um jantar romântico e não pagar nada.

“ põe na conta dela, que tem menos penduras do que eu”.

Ter menos penduras do que ele, significava ter mais crédito na praça. Quase um Lis à moda antiga. Só que sem juros.


Ou seja: muito mais vantagens do que um cartão de crédito.


Pedro estava feliz da vida. Prestes a contar para todo mundo, a sua teoria do pendura.

Pendura eu, pendura tu, pendura ele.

Se todo mundo fizer igual, chegaremos a um conceito comunista que ninguém conseguiu chegar.

Não precisaremos achar que nada nem dono, nem sair roubando por ai.

Apenas um vai fazendo caridade para o outro.


O mendigo pediu esmola. Coloca no pendura, Mano.

Outro dia te pago. ( bom, ele já fazia isso com o flanelinha).

Bom, pra infelicidade de Pedro. A festa do cartão de crédito sem juros acabou quando o chefe assinou a sua demissão.

Motivo?

Pendura.

Pendura as chuteiras.


Voltou Pedro para a casa, lendo o seu jornal.

Deixou o troco para pagar os 7 jornais da semana passada.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

estacões

Alegria ( verão)
Tristeza (inverno)
Alegria com tristeza (primavera)
Tristeza com alegria (outono)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Você

Não foi você que foi embora. Foi apenas eu que fui embora de você.

Clima

Tem sol que resiste à chuva. Tem amor que resiste à tempestade.

coração

Finalmente alguém que fez seu coração parar.
Por fatalidade, era médico.

Palavras

Palavras ao vento machucam.
A lágrima é a chuva que chega depois.

amor x jogo

Sorte no jogo. Azar no amor.
Roubou no jogo, foi preso no amor.

Porquinho

O porquinho de moeda não tem filhotes.
Mas deixa uma herança incrível.

relógio

Algumas coisas não mudam com o tempo. O relógio é a primeira a mudar.

Vitrola

O passado era um disco arranhado que insistia em não mudar a música.

janela

As plantas da janela davam vida ao seu olhar que partiu, junto ao coração.

gato

Tentou se matar 6 vezes. Descobriu que tinha alma de gato e parou.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

abraço.

Saudade só morre se for nos seus braços.

pão doce

Você vai à padaria às 17h da tarde, olha para o pão doce cheio de creme e goiabada que acabou de sair e diz: quero aquele maior.

Eis aí a sua velha mania de dizer que não faz questão de nada. Que ta bom do jeito que está. Que pode fazer sol. Ou pode chover por 3 dias seguidos.


Mas quando quer alguma coisa, tem que ser do melhor jeito. Tem que ser do seu jeito.

Não basta realizar o desejo. Ele tem que trazer outros bem maiores.

Tem que ser o melhor.


Se fizer sol, que seja o dia mais lindo do mundo. Não basta que pare de chover.
O sol tem que trazer a praia. Se brincar, traz até o caranguejo. (ninguém aqui lembrou do protetor solar)

Se for chuva. Não pode significar sapato molhado, ou simplesmente, um alívio para o calor.

Tem que ser cobertor, brigadeiro, filme e abraço.


Porque tudo que é bom traz outros sentimentos e desejos bem melhores.

Por isso, hoje, quando for escolher o maior pão doce das 17h, vou pedir outro para você também.


Mas por favor, venha com chuva, guarda-chuva, praia, arco-íris e um pouco de calma.

Ta bom.

Pão doce é bom com água ou coca gelada?